Indústrias avançam em autonomia hídrica diante de risco crescente de escassez

Indústrias ampliam investimentos em autonomia hídrica em um cenário em que a irrigação responde por cerca de 50% do consumo de água no Brasil e a indústria por aproximadamente 10%, segundo a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico. Embora proporcionalmente menor, o consumo industrial ocorre em operações contínuas e pouco tolerantes a interrupções, o que torna o setor especialmente vulnerável à escassez. O dado expõe a pressão sobre os recursos hídricos em um contexto recente de secas que impactaram mais de 10 milhões de brasileiros, também de acordo com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, e reforça a necessidade de maior controle sobre o uso da água diante da redução de previsibilidade no abastecimento.
Nesse contexto, a autonomia hídrica industrial tem sido viabilizada por meio de sistemas de reuso, tratamento de efluentes e gestão integrada do consumo, permitindo que empresas reduzam a dependência de fontes externas e aumentem a previsibilidade operacional. Lorena Zapata, diretora de novos negócios da Engeper Ambiental, relata uma mudança no comportamento das empresas. “Companhias que já enfrentaram restrições de abastecimento passaram a tratar a água como um risco operacional. Cresce a adoção de sistemas de reuso e de gestão para reduzir a dependência de fontes externas, principalmente em operações que não podem parar”, afirma. Segundo ela, o tema deixou de ser periférico e passou a integrar o planejamento de diferentes segmentos industriais.
A pressão também se sustenta nas projeções climáticas. O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas indica aumento na frequência e intensidade de secas na América do Sul, o que tende a ampliar disputas pelo uso da água e exigir maior controle sobre o consumo. Nesse cenário, empresas passam a incorporar metas de eficiência e reuso com foco em estabilidade operacional e redução de exposição a riscos.
“A autonomia hídrica se consolida como critério de operação. Ao reduzir a dependência de captação externa e melhorar a eficiência, a indústria ganha previsibilidade e reduz a vulnerabilidade a eventos de escassez”, afirma Lorena Zapata. Para a Engeper Ambiental, o avanço dessas soluções indica uma mudança na forma como a água é tratada pela indústria, deixando de ser apenas insumo e assumindo papel direto na continuidade dos negócios.
Sobre a Engeper Ambiental e Perfurações
Fundada em 2009, a Engeper Ambiental e Perfurações é uma empresa familiar e a única no Brasil a executar gestão hídrica 360°. Com mais de 45 anos de experiência, a Engeper detém o recorde do poço artesiano mais profundo da América Latina para abastecimento industrial, com 1.667 metros de profundidade. Comprometida com a sustentabilidade, a Engeper é aliada do Pacto Global da ONU e oferece serviços de perfuração, monitoramento por telemetria e manutenções em todo o território nacional e na América Latina.






