Instituto Busato e Associação ARCCO unem forças pela inclusão e sustentabilidade no Oeste da Bahia
Parceria impulsiona a agricultura familiar no Povoado de Cocos, em Baianópolis, através da restauração do associativismo e modernização da infraestrutura comunitária

O Instituto Busato, organização dedicada a promover o desenvolvimento econômico, social e ambiental no entorno das fazendas do Grupo Busato, produtor de algodão, soja e milho no oeste da Bahia, vem liderando uma profunda transformação social no município de Baianópolis (BA). Com foco prioritário no Povoado de Cocos, comunidade rural vizinha à Fazenda Busato, a entidade uniu forças com a comunidade local para reestruturar e fortalecer a Associação Rural da Comunidade de Cocos (ARCCO), impactando diretamente cerca de 35 famílias (aproximadamente 120 pessoas) que vivem da agricultura familiar de subsistência.
O município de Baianópolis possui uma população predominantemente rural – cerca de 12.600 habitantes distribuídos em 64 povoados, contra 3.000 na zona urbana. Diante da vulnerabilidade local, o Instituto atuou na reativação do associativismo no Povoado de Cocos. A antiga associação comunitária, fundada em 1997, encontrava-se inativa há anos devido a pendências administrativas e perda de registro. Em 2024, após mobilização e assembleia geral, a organização foi constituída sob a nova sigla ARCCO, regularizando sua situação jurídica e resgatando um patrimônio com mais de 26 anos de história comunitária.
Empreendedorismo, Feiras e Valorização do Babaçu
Entre as principais conquistas da parceria está a revitalização da sede da associação e o incentivo ao empreendedorismo feminino. O Instituto viabilizou barracas para a realização de feiras periódicas da agricultura familiar, que ocorrem a cada 20 ou 30 dias no centro do povoado. As feiras tornaram-se o grande ponto de encontro cultural e social da comunidade, gerando uma renda extra estimada entre R$ 400,00 e R$ 600,00 por evento para as mulheres participantes.

No local, são produzidos e comercializados alimentos derivados da mandioca e frutos do Cerrado, como bolos, pastéis, petas, biscoitos amanteigados, brevidades e pães caseiros. O grande diferencial está no processo artesanal: o uso do óleo do coco-babaçu extraído localmente confere um sabor típico e autêntico às receitas. A demonstração do processo tradicional inclui desde a quebra manual do coco – feita com machado e porrete por quebradeiras de coco tradicionais – até o corte das amêndoas e a extração do óleo e subprodutos.
O trabalho transformador realizado pelo Instituto Busato em parceria com a ARCCO ganhará destaque logo no primeiro dia (18/09) da maior expedição de tratores do mundo a cruzar os polos produtivos do país: o Viajando com V de Valtra, que nesta edição percorre o Oeste da Bahia. Durante o percurso entre Correntina e Santa Maria da Vitória, os participantes poderão vivenciar e degustar a tradição local: as doceiras da associação farão uma demonstração ao vivo da produção de doces artesanais feitos com o óleo do coco-babaçu.
O Viajando com V de Valtra vai reunir, de 18 a 20 de setembro, agricultores, comunicadores e admiradores da marca para uma imersão no dia a dia do campo. O comboio é formado por tratores de diversas gerações e tecnologias, desde os modelos clássicos da Valmet até os mais modernos equipamentos da Valtra. O propósito é valorizar o agronegócio nacional, destacando a cultura regional, a história, as paisagens e a riqueza dos diferentes biomas brasileiros. Nesta edição, os tratores irão cruzar estradas, rios, fazendas e paisagens que retratam a força do agro no Oeste baiano.
Diferenciando-se da prática do extrativismo puro e do escambo informal das amêndoas, o trabalho apoiado pela ARCCO e pelo Instituto integra as mulheres na cadeia produtiva completa, agregando valor aos derivados e gerando autonomia financeira. “Nossa família fundou o Instituto Busato para ampliar aquilo que construímos desde 1987, quando chegamos ao Oeste da Bahia: o compromisso de transformar o lugar onde vivemos e melhorar a vida das pessoas. O Instituto nasce com o propósito de ser uma ponte para o desenvolvimento, levando adiante os valores que sempre nos guiaram”, destaca Júlio Cézar Busato, Presidente do Instituto Busato.
Resgate Ancestral e Conexão Científica

A riqueza cultural do povoado ganha ainda mais força pela preservação dos saberes tradicionais do Cerrado. Em recente força-tarefa que reuniu o Instituto Busato, a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), o SENAI-CIMATEC e a Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB), a comunidade compartilhou o conhecimento medicinal das plantas locais.
Exemplo desse legado é o trabalho da guardiã tradicional Dona Angelita Maria dos Santos Oliveira, 54 anos, que demonstrou o uso terapêutico de óleos da biodiversidade local: o óleo de pequi (usado contra dores musculares e inflamações), o óleo de buriti (cicatrizante e protetor natural) e o próprio óleo de babaçu (utilizado em queimaduras e problemas respiratórios). Essa riqueza motiva a força-tarefa a buscar soluções que unam tecnologia e tradição, melhorando as condições de trabalho das quebradeiras e valorizando o potencial farmacêutico e alimentício do Cerrado. “Sempre tivemos uma ligação profunda com a terra. O trabalho no Povoado de Cocos nos permitiu unir nossas raízes a um propósito transformador: promover o desenvolvimento rural com dignidade”, afirma Renate Busato, voluntária do Instituto Busato.
Sinergia Institucional e Apoio à Infraestrutura
O coordenador do Instituto Busato, Helmuth Kieckhöfer, reforça a estratégia de atuação integrada e a seriedade na entrega das ações sociais no município: “nossa missão é promover o desenvolvimento econômico, social e ambiental exatamente onde o grupo atua. Em Baianópolis, identificamos que a melhor forma de gerar impacto real era restaurar a governança local e dar condições para que as próprias famílias produzissem e comercializassem. Não divulgamos promessas, divulgamos resultados concretos: a feira estruturada, os produtos artesanais no mercado, a sede em reforma e as mulheres gerando sua própria renda. O trabalho com a ARCCO prova que, quando a comunidade recebe apoio técnico e infraestrutura digna, a transformação da qualidade de vida acontece”.
A liderança comunitária da associação enfatiza como essa união reestruturou a dignidade dos associados. “Hoje, nossas agricultoras e quebradeiras de coco não só mantêm viva a nossa tradição, como produzem seus alimentos com orgulho e vendem na feira. Ter o apoio para construir nossa sede com cozinha industrial e estruturar nossa produção é a realização de um sonho que vai garantir o sustento e o futuro das nossas crianças e jovens”, declara Genilde dos Anjos Wegher (Nina), de 35 anos, presidente da ARCCO.
A feira noturna conta com cerca de 10 barracas estruturadas e conta atualmente com 52 associados ativos. No evento inaugural, a aceitação do público superou as expectativas, esgotando quase a totalidade dos produtos colocados à venda. “As vendas naquele dia foram boas para todas elas. Uns 95% retornaram para casa com pouco produto, muito menos do que haviam produzido para a feira”, comemora Nina.
Capacitação Técnica e Controle de Qualidade
Um dos pilares do sucesso das vendas foi a preparação prévia das associadas. Antes de levarem os produtos ao público, as moradoras participaram de um treinamento focado em boas práticas de fabricação, manipulação, higiene dos alimentos e apresentação técnica das embalagens, ministrado por uma nutricionista do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR).
Para as participantes, as feiras na sede da ARCCO se tornaram uma vitrine que ultrapassa os limites do evento. É o caso de Hildete de Souza Veras (Dete), de 52 anos, dona de casa que viu no resgate da associação a oportunidade de estruturar e retomar seu próprio negócio de panificação e biscoitos caseiros. “A feira me promoveu e mostrou os meus produtos. Hoje eu tenho clientela no povoado que me pede as coisas a semana toda”, relata Hildete, destacando a procura por itens como a peta, a bolacha de manteiga de gado e a tradicional brevidade.

“O pessoal me procura mais pela bolacha amanteigada e pela brevidade, que é feita com ovo, polvilho, canela, cravo e o óleo de coco de babaçu. Na última feira eu nem pensei que ia vender tanto; fiz as coisas, levei umas nove brevidades e voltei sem nenhuma”, comemora.
O agricultor Minervino Soares Brito acompanhou de perto a fundação da primeira associação de pequenos produtores em 1997, viveu o enfraquecimento das atividades e, após anos de espera, celebra a união trazida pela constituição da nova ARCCO. Ele acompanha ativamente a participação da sua esposa, Maria Elisa dos Santos de Brito, que comercializa produtos caseiros e derivados do coco-babaçu nas feiras noturnas promovidas pela entidade.
Mesmo diante do trabalho intenso que exige a preparação dos alimentos artesanais, Minervino destaca a satisfação de ver a comunidade em movimento produtivo. “Até o momento, sim [estamos satisfeitos]. É muito trabalho, correria, às vezes vende pouco, mas a gente tem que ficar agradecido. Se fica parado, não dá nada, não ganha nada, não produz”, conclui.
A trajetória de persistência de moradores como Genilde, Hildete e Minervino reflete a importância do fortalecimento das associações rurais. Com a sede reorganizada, feiras periódicas em funcionamento e o envolvimento de dezenas de famílias, o povoado de Cocos consolida um novo ciclo de produtividade, valorizando o trabalho coletivo e a identidade do Cerrado baiano.
Viajando com V de Valtra
O Viajando com V de Valtra é a maior expedição de tratores do mundo a cruzar as principais regiões produtoras do Brasil. O evento reúne agricultores, comunicadores e admiradores da marca para uma imersão no dia a dia do campo. O comboio é formado por tratores de diversas gerações e tecnologias, desde os modelos clássicos da Valmet até os mais modernos equipamentos da Valtra. O propósito é valorizar o agronegócio nacional, destacando a cultura regional, a história, as paisagens e a riqueza dos diferentes biomas brasileiros. Nesta edição, os tratores irão cruzar estradas, rios, fazendas e paisagens que retratam a força do agro no Oeste baiano.
O roteiro, com 206 quilômetros de extensão, será percorrido por estradas vicinais e caminhos de terra, passando por áreas de cultivo de algodão e soja, além de regiões dedicadas à pecuária e à fruticultura. A jornada de três dias parte do município de Correntina (região das Sete Ilhas) e passa pela cidade de Santa Maria da Vitória e por pequenos vilarejos, com parada especial na Fazenda Busato, referência em produtividade e tecnologia no agronegócio brasileiro e pioneira na adoção da irrigação por pivô central para a cultura do algodão na região. O encerramento acontece com a travessia da imponente Ponte Gercino Coelho, sobre o Rio São Francisco, finalizando a expedição no tradicional Santuário do Bom Jesus da Lapa.
Nos anos anteriores, as edições do Viajando com V de Valtra percorreram trajetos históricos e simbólicos para o agronegócio brasileiro. Em 2022, a caravana cruzou parte do Caminho da Fé, rumo ao Santuário Nacional de Aparecida. Já em 2023, a jornada aconteceu nos Caminhos de Caravaggio, no Rio Grande do Sul. Em 2024, o percurso foi pela Estrada Real, em Minas Gerais, e, em 2025, a caravana, com dezenas de tratores, percorreu os Caminhos dos Engenhos, em Pernambuco.
Sobre o Instituto Busato
Constituído em 2024, o Instituto Busato atua como o braço de Responsabilidade Social do Grupo Busato, com a missão de promover o desenvolvimento social, econômico e ambiental dos colaboradores, de suas famílias e das comunidades rurais onde o grupo opera. Seu foco prioritário está no fortalecimento da agricultura familiar e na capacitação profissional de jovens, criando oportunidades de inclusão social, geração de renda e melhoria na qualidade de vida. Posicionando-se como uma força transformadora no Oeste da Bahia, a instituição pauta sua identidade na educação, na segurança alimentar, na valorização das pessoas e no desenvolvimento de tecnologias de convivência com a seca no Bioma Cerrado, em perfeito alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.
Valtra
A linha de produtos Valtra inclui tratores de 57 a 425 cavalos, colheitadeiras, plantadeiras e pulverizadores. No Brasil desde 1960, foi a primeira empresa do setor a se instalar no País. A Valtra conta hoje com uma rede de mais de 220 pontos de venda e assistência técnica na América Latina, dos quais 156 estão no Brasil. A Valtra é uma das principais marcas pertencentes ao grupo AGCO. Para saber mais sobre a Valtra: visite o site.
Sobre a AGCO
A AGCO (NYSE: AGCO) é líder global em máquinas agrícolas e tecnologias de agricultura de precisão. Guiada por uma estratégia que prioriza o agricultor, a AGCO entrega valor por meio de suas marcas líderes e diferenciadas, como Fendt™, Massey Ferguson™, PTx™ e Valtra™. Seus equipamentos de alto desempenho e soluções inteligentes para o campo – incluindo tecnologias de retrofit independentes de marca e ofertas autônomas – capacitam os produtores a aumentar a produtividade, enquanto alimentam o mundo de forma sustentável. Para mais informações, visite www.agcocorp.com.






