Investimentos devem aquecer retomada da construção…

Investimentos devem aquecer retomada da construção naval no Brasil

Investimentos devem aquecer retomada da construção naval no Brasil

Um estudo, publicado no dia 12 de maio de 2023, pelo Sinaval (Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore) oferece sugestões e informações no intuito de contribuir com o desenvolvimento de uma indústria com potencial para oferecer postos de trabalho, incentivar a descentralização geográfica da produção e redução nas despesas de fretes na logística interna e externa e, ainda, colaborar com o crescimento da atividade econômica nacional.

Dependente de investimentos de grande monta, o setor naval recebeu com otimismo o anúncio dos planos de investimento da Petrobras, cujo Plano Estratégico 2023-2027 prevê a injeção de US$ 78 bilhões para colocar em operação 14 novas plataformas nos próximos cinco anos, multiplicando as oportunidades para a indústria nacional. As novas encomendas devem reaquecer a indústria naval nos próximos anos, impactando na ampliação e renovação da frota nacional dedicada à atividade offshore.

De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Apoio Marítimo – Abeam – do total de 418 embarcações em solo nacional, 377 correspondem a unidades de bandeira brasileira e 41 de bandeira estrangeira, mesmo número de dezembro passado – ante 395 em janeiro de 2022. A frota de apoio offshore com bandeira nacional caiu de 91% para 90% em relação a dezembro, enquanto 10% correspondem a embarcações de apoio com bandeiras estrangeiras.

Incentivo – O investimento deve incentivar a participação de conteúdo local no setor naval brasileiro – hoje em 25%, mas já chegou a 40% em 2016 — e reverter a inércia que deu ritmo à produção nacional. Segundo o (Sinaval), há 10 anos, os valores contratados de projetos nos estaleiros brasileiros somaram cerca de R$ 9,5 bilhões. Em 2021, essa cifra foi drasticamente reduzida para R$ 570 milhões. Além disso, dos 13 estaleiros de grande porte do país, a maior parte está operando abaixo da capacidade ou apenas atuando em serviços de reparos navais. Com relação à mão de obra empregada, esse montante já chegou a 82 mil trabalhadores, em 2014, mas foi decaindo proporcionalmente à perda de tração da indústria naval e offshore no país.

A previsão da Petrobras é que haja demanda por construção naval e offshore no Brasil. A demanda seria gerada pela própria empresa e pelas petroleiras internacionais, além das independentes, em seus programas de exploração e produção. A Petrobras pretende investir R$ 80 bilhões a cada ano no Brasil, até 2027.

O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, disse que a estatal terá participação ativa na busca pela ampliação do conteúdo local, mas alertou que essa nova abordagem depende de um esforço coletivo na busca por políticas públicas que contribuam para reverter o encarecimento do custo dos projetos em estaleiros nacionais. Atualmente, existem 36 estaleiros em operação no Brasil.

Adicionalmente, o Sinaval mantém a articulação com o governo federal para que as propostas apresentadas ao final do ano passado saiam do papel: a retomada do Prorefam (Programa de Renovação da Frota de Apoio Marítimo da Petrobras), que envolve a contratação de navios de apoio marítimo construídos no Brasil, com contratos de oito anos (renováveis por mais oito); a retomada do Promef (Programa de Expansão e Modernização da Frota da Transpetro), com o auxílio dos órgãos de controle do governo; e a revisão do projeto de lei BR do Mar, que abriu recursos do fundo para construção de porto, dragagem e autorização à importação de navio sem o pagamento de impostos.

Navalshore 2023

É para fomentar o debate e a interação dos principais players da indústria naval e offshore brasileira e internacional que acontece a 17a edição da Navalshore – Feira e Conferência da Indústria Marítima, de 22 a 24 de agosto de 2023, no ExpoMag, Rio de Janeiro. O evento é considerado pelo mercado como o grande encontro do ecossistema naval e offshore da América Latina e reúne armadores, estaleiros, fabricantes e fornecedores do segmento, nacionais e internacionais.

“O momento da indústria naval e offshore é estratégico para definir os caminhos para a retomada do crescimento. O potencial de crescimento, com as novas soluções em tecnologias, equipamentos e serviços à disposição da indústria naval, fica evidente no grupo de empresas que já confirmaram participação na Navalshore este ano”, comenta o diretor da revista Portos e Navios, Marcos Godoy Perez. A revista Portos e Navios é a mídia oficial da Navalshore.

O credenciamento de imprensa será aberto em breve. Acompanhe todas as informações e o cronograma pelo site do evento.

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