Leilões de rodovias em 2026 reforçam papel estratégico dos cegonheiros na logística nacional

Leilões de rodovias em 2026 reforçam papel estratégico dos cegonheiros na logística nacional

Agenda de concessões pode movimentar até R$ 127 bilhões em investimentos e impacta diretamente a segurança viária e a eficiência do transporte de veículos no país

Leilões de rodovias em 2026 reforçam papel estratégico dos cegonheiros na logística nacional

O calendário de leilões de rodovias previsto para 2026 indica a continuidade de um ciclo relevante de investimentos em infraestrutura no Brasil. Ao longo do ano, cerca de 20 projetos rodoviários devem ser levados a licitação, com potencial de até R$ 127 bilhões em investimentos, considerando iniciativas do governo federal e dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
Para o Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg), que representa cerca de 5 mil trabalhadores diretos especializados no transporte de veículos zero quilômetro em todo o país, a agenda de concessões rodoviárias tem impacto direto sobre a rotina dos motoristas profissionais e sobre a eficiência da cadeia automotiva. Rodovias em melhores condições reduzem riscos operacionais, aumentam a previsibilidade logística e contribuem para a segurança de quem trabalha diariamente nas estradas.
Do total de projetos previstos, 11 contratos, estimados em R$ 70 bilhões, devem ser licitados ainda no primeiro semestre, período considerado mais favorável para a contratação das concessões em função do calendário eleitoral. No ciclo anterior, o setor rodoviário acumulou R$ 97,4 bilhões em investimentos contratados, somando novas concessões e contratos repactuados.
O transporte de veículos exige alto nível de atenção, jornadas prolongadas e manobras complexas. Para o Sinaceg, a modernização da infraestrutura rodoviária é um fator determinante para reduzir acidentes, preservar a carga transportada e garantir melhores condições de trabalho aos cegonheiros.
“Quando se fala em investimentos em rodovias, estamos falando da realidade de quem vive da estrada. Estradas bem conservadas significam mais segurança, menos desgaste e mais eficiência para o transporte de veículos”, afirma José Ronaldo Marques da Silva, o Boizinho, presidente do Sinaceg.
Ao mesmo tempo, o setor entra em uma fase de maior complexidade. Avaliações indicam que os projetos mais atrativos começam a se esgotar, exigindo modelos financeiros mais elaborados, maior participação de recursos públicos e soluções contratuais ajustadas às características regionais. Esse cenário reforça a necessidade de planejamento, fiscalização e acompanhamento rigoroso da execução dos contratos.
Nos estados, a expectativa também é de continuidade das concessões. Rio Grande do Sul e Minas Gerais têm projetos previstos para 2026, incluindo iniciativas que incorporam obras de recuperação, adaptação climática e melhorias estruturais em corredores estratégicos para o transporte de cargas e veículos.
“O desafio não é apenas licitar, mas garantir que os investimentos se transformem em estradas melhores e mais seguras. Quem sente primeiro os efeitos de uma rodovia mal conservada é o trabalhador”, destaca Márcio Galdino, diretor regional do Sinaceg.
Para o sindicato, a agenda de concessões rodoviárias deve avançar de forma equilibrada, combinando investimento público e privado, regulação eficiente e atenção permanente às condições de trabalho. A infraestrutura rodoviária segue como um dos pilares da logística nacional, e a valorização do cegonheiro é parte essencial para que esses investimentos se convertam em ganhos reais de segurança, eficiência e desenvolvimento.
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