Mais de 80% das empresas industriais brasileiras já adotam algum sistema de identificação digital
Rastreabilidade via QR Code que agiliza manutenção de horas para minutos e evita desperdícios e multas

Em uma planta de produção de alimentos, uma linha inteira de envase precisou ser interrompida por causa de um curto em um painel elétrico. O problema foi resolvido em menos de dez minutos, tempo suficiente apenas para o técnico escanear um QR Code na etiqueta de identificação, abrir o histórico do equipamento no celular e localizar a falha exata.
Anos atrás, esse mesmo incidente teria exigido horas de inspeção, troca de cabos e muita tentativa e erro. Mesmo sendo uma situação hipotética, está dentro da realidade técnica, e assim, um curto em painel elétrico é uma falha comum em plantas industriais, e hoje é perfeitamente possível resolvê-lo rapidamente com o apoio de soluções digitais.
Assim, para ganhar eficiência operacional e elevar o nível de segurança, cada produto, mercadoria, cada peça, fio e componente precisa ter um histórico rastreável, e a identificação industrial traz essa segurança, controle e eficiência.
Hoje, de uma cozinha industrial a um laboratório de fragrâncias, saber a origem e o destino de cada material garante tanto a qualidade quanto atende às rigorosas normas de produção e sustentabilidade.
No setor alimentício, o Madero, por exemplo, utiliza sistemas de rotulagem para rastrear datas de validade e lotes de insumos, o que evita desperdícios e garante conformidade com a vigilância sanitária.
Na área cosmética, o Grupo Boticário aplica etiquetas e códigos personalizados para controle interno de matérias-primas e embalagens, assegurando que cada lote seja rastreado do laboratório à prateleira. E, na indústria elétrica, um simples cabo sem identificação pode causar horas de atraso em uma manutenção ou, pior, um incidente de segurança.
Segundo relatório da GS1 Brasil, entidade responsável pelos códigos de barras e padrões globais de rastreabilidade, mais de 80% das empresas industriais brasileiras já adotam algum sistema de identificação digital.
“E essa é a tendência: a rotulagem inteligente está migrando do simples controle de estoque para o centro da estratégia operacional”, destaca Marco Stoppa, diretor da Reymaster Materiais Elétricos.

Marco Stoppa, diretor da Reymaster Materiais Elétricos
Para Stoppa, “hoje, a etiqueta, por exemplo, não é somente um número de série, é um elo entre o físico e o digital. Ela ‘fala’ com o sistema, com o técnico e com a gestão”, explica.
A empresa distribui o novo rotulador industrial da Brother, um equipamento que traduz o conceito de indústria conectada em sua forma mais prática.
A solução permite criar etiquetas inteligentes, com QR Code, registrar e acessar o histórico de manutenção de cada equipamento de forma instantânea. Integradas a sistemas de gestão de ativos e a aplicativos móveis, essas ferramentas possibilitam um controle mais preciso, reduzem paradas não programadas e fortalecem a confiabilidade operacional, um diferencial especialmente relevante em indústrias de alimentos, bebidas e fármacos, onde o monitoramento em tempo real é indispensável para evitar perdas e garantir conformidade.
Com conectividade Bluetooth e USB-C, o rotulador pode ser operado via celular ou computador, e o técnico, literalmente, leva o controle na palma da mão. As etiquetas geradas armazenam dados como número de lote, data de instalação, fornecedor e nota fiscal, acessíveis em segundos via smartphone.
“Isso muda completamente a lógica da manutenção”, afirma Stoppa. “Imagine um painel elétrico com dezenas de componentes. Antes, o técnico precisava abrir relatórios, cruzar informações e procurar manuais. Agora, ele escaneia um QR Code e tem tudo ali: histórico, garantia, dados técnicos. É agilidade e confiabilidade no mesmo clique.”
Os ganhos não são apenas operacionais. A identificação inteligente ajuda empresas a evitar multas e retrabalhos, cumprir normas de segurança e manter a rastreabilidade exigida por certificações ISO e auditorias internas.
O diretor da Reymaster explica ainda que o novo rotulador da Brother chega ao mercado com tecnologia de transferência térmica, o que significa que não utiliza tinta. “Em vez disso, ele trabalha com fitas e ribbon integrados, que suportam altas temperaturas, umidade e desgaste mecânico, ideais para ambientes industriais e aplicações de longa duração”.
As fitas estão disponíveis em várias cores e acabamentos — fosco, transparente ou adesivo especial — e uma única rotuladora pode operar com diferentes suprimentos, o que facilita o uso em múltiplas áreas da empresa.
O executivo ainda explica que as aplicações são diversas: identificação de áreas perigosas e zonas classificadas; rastreabilidade de patrimônio, como na Neodent, que utiliza o sistema para catalogar equipamentos clínicos e laboratoriais; e controle interno de materiais e processos, caso do O Boticário e de madeireiras, que marcam produtos conforme lote, validade e destino.
“Nosso papel é mostrar que tecnologia é também prevenção”, reforça Stoppa. “Uma simples etiqueta bem feita pode evitar uma parada de produção, um erro de montagem ou até um acidente relacionado à segurança patrimonial e à vida.”
O novo modelo Brother traz uma série de atualizações:
Conectividade USB-C e Bluetooth, permitindo integração direta com smartphones, tablets e notebooks;
Software dedicado, que permite criar layouts personalizados, inserir logomarcas, ícones e imagens;
Edição e impressão remotas, ideais para equipes em campo;
Etiquetas autoadesivas e resistentes, que dispensam tinta e são de aplicação rápida.
“Quando falamos de rastreabilidade, não estamos apenas imprimindo etiquetas. Estamos garantindo a confiabilidade do processo, a segurança da informação e a eficiência na manutenção. E isso é o que as empresas mais buscam hoje”, reforça Kunz.
Referências:
https://digital-link-qr-code.






