Mina de vanádio no Brasil reduz custos em mais de US$ 722 mil com solução da John Crane
- Componentes de selagem mecânica em titânio eliminaram paradas não planejadas e aumentaram o intervalo entre reparos de quatro meses para mais de um ano

A John Crane, líder global em soluções para equipamentos rotativos e parte do Smiths Group plc, implementou com sucesso uma atualização no sistema de selagem da bomba de processo de uma mina de vanádio de alto teor no Brasil. Ao atualizar para titânio os componentes metálicos úmidos de dois selos cartucho duplos já existentes, a mina eliminou interrupções recorrentes e gerou uma economia superior a US$ 722 mil (cerca de R$ 3.7 milhões na cotação atual) no primeiro ano após a melhoria.
A mina é uma das operações de vanádio de maior teor do mundo, produz mais de 11 mil toneladas métricas anualmente e utiliza produtos químicos extremamente corrosivos em seu processo de extração. O sulfato de amônio atacava os componentes metálicos úmidos dos dois selos cartucho duplos, causando severa corrosão química. Os danos resultantes exigiam que a mina acionasse uma empresa externa para reparar um ou ambos os selos a cada quatro meses.
Após uma análise de causa-raiz de falhas, os engenheiros da John Crane confirmaram que o projeto do selo existente continuava adequado para a aplicação, mas a metalurgia dos componentes úmidos precisava mudar. Por isso, a mina preferiu manter o projeto de selagem comprovado em vez de substituí-lo por um modelo diferente.
Para solucionar o problema, a equipe de engenharia da John Crane atualizou os componentes metálicos úmidos dos dois selos cartucho duplos existentes na mina. Os componentes originais foram substituídos por titânio, material selecionado por sua resistência ao sulfato de amônio e a outros elementos cáusticos presentes no produto bombeado, além de sua viabilidade econômica em comparação com outras soluções potenciais.
Aumento de tempo médio entre reparos
No primeiro ano após a atualização, não ocorreram mais interrupções relacionadas à selagem, e o MTBR (tempo médio entre reparos) aumentou de quatro meses para mais de 12 meses. A eliminação do tempo de parada da bomba ajudou a mina a evitar US$ 482 mil em lucros cessantes durante o primeiro ano. A melhoria também gerou uma economia superior a US$ 80 mil em custos de manutenção por falha de selo, o equivalente a US$ 240 mil por ano.
“O ciclo recorrente de reparos a cada quatro meses gerava custos significativos de manutenção e prejudicava a operação”, afirmou Rogério Quirino, gerente regional da John Crane no Brasil. “Nossa análise de causa-raiz mostrou que o projeto do selo existente continuava correto para a aplicação, mas a metalurgia precisava mudar. A atualização dos componentes úmidos para titânio ofereceu a resistência química necessária, aumentou o intervalo de reparo para mais de um ano e garantiu uma economia expressiva já no primeiro ano.”
Além da atualização física dos selos, a John Crane aprimorou o sistema de suporte de selagem da mina com novos instrumentos de medição. A empresa também ofereceu treinamento de instalação e partida técnica para os profissionais locais, prestou suporte durante a montagem do selo e auxiliou no reinício das operações da bomba.
Sobre a John Crane
A John Crane é líder global em tecnologias de controle de fluxo e inovadora em soluções para equipamentos rotativos nas indústrias de energia e processos. Nosso portfólio abrange selos mecânicos, sistemas de suporte de selo, acoplamentos e sistemas de filtragem, apoiados por soluções de serviço avançadas e diagnósticos digitais. Com mais de 200 centros de serviço, vendas e fabricação em 50 países, a John Crane é um pilar fundamental do Smiths Group plc, uma empresa de tecnologia industrial do FTSE 100 dedicada a projetar um futuro melhor. Saiba mais em www.johncrane.com.






