O grande equívoco da redução da jornada

O grande equívoco da redução da jornada

Quer-se chegar primeiro ao destino e só depois caminhar para alcançá-lo

O grande equívoco da redução da jornada

A maneira como o Poder Público está encaminhando a proposta de redução da jornada de trabalho parte de inversão equivocada. Pretende-se primeiro chegar ao destino, para só depois se começar a trilhar o caminho para alcançá-lo.

Veja-se o caso da construção. A redução de jornada requer medir a atual produtividade do setor e começar a qualificar a maioria dos 3 milhões de trabalhadores formais que nele atuam. À medida que isto for feito, será possível intensificar a industrialização da construção.

Esta industrialização esbarra em outros obstáculos, como a necessidade de um novo mindset nos projetos, permitindo um avanço em modulação e pré-fabricação. Ao final desse processo que ainda levará anos, será necessário medir o incremento de produtividade alcançada, possibilitando uma redução gradual da jornada.

Mas, se a redução da jornada para 40 horas for aprovada, a construção precisaria contratar mais 10% de pessoal: 300 mil trabalhadores, algo totalmente impossível diante da escassez generalizada de mão de obra – o que levaria à extensão dos prazos de execução e entrega das obras.

Somando custos salariais e outros como treinamento e equipamentos de proteção individual, isso representaria aumento de 17,6% no custo de pessoal, elevando em 7,04% o custo total da obra. Trata-se de cálculo conservador, por não levar em conta aumentos dos encargos e dos materiais de construção que também encareceriam em função do aumento da jornada.

Para neutralizar esse custo, seria necessário um aumento da produtividade nos mesmos 17,6%, Como visto acima que isso não ocorrerá agora, os imóveis teriam seus preços elevados em 3,9% em média, prejudicando os adquirentes, e o próprio governo que pagaria mais nos contratos da faixa 1 do programa Minha Casa, Minha Vida e nas obras de infraestrutura.

Nossa história

A história do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) está estreitamente ligada ao desenvolvimento da construção e do país nos séculos 20 e 21.

A entidade consagrou-se como representante e interlocutora qualificada das empresas do setor que, com suas obras residenciais, comerciais, industriais e de infraestrutura, contribui para o crescimento econômico, a geração de empregos, e a sustentabilidade ambiental nacional.

Ao longo de sua longa existência, o SindusCon-SP protagonizou inúmeras ações em favor da capacitação e do fortalecimento das construtoras, e trabalhou com sucesso para a elaboração de políticas públicas que beneficiaram a sociedade, o Estado e o setor.

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