Parque Científico e Tecnológico da Unicamp oferece áreas de campo experimental agrícola a empresas
Edital de fluxo contínuo permite que empresas desenvolvam testes, pesquisas e soluções agrícolas em infraestrutura e espaço de 7,7 hectares de área experimental

A partir de 21 de setembro, o Parque Científico e Tecnológico da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) passa a contar com áreas de campo experimental agrícola e de laboratório disponíveis para empresas, startups, instituições públicas e organizações interessadas em desenvolver projetos de pesquisa e inovação. A nova frente de atuação para o Parque da Unicamp é resultado de uma parceria com o Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas (CPQBA) da Unicamp.
Para Mariana Zanatta Inglez, coordenadora de ambientes de inovação e empreendedorismo na Agência de Inovação da Unicamp (Inova Unicamp), responsável pela gestão do Parque Científico e Tecnológico da Unicamp, a chegada do CPQBA representa um passo importante para diversificar as áreas de atuação das empresas que fazem parte do ecossistema do Parque. “O Parque Científico e Tecnológico da Unicamp sempre teve forte vocação para apoiar empresas de tecnologia e inovação industrial. Agora, com a integração de áreas do CPQBA, ampliamos esse horizonte para o setor agrícola, que é estratégico para o Brasil”, afirma.
Como ingressar na nova modalidade
Os interessados por este tipo de modalidade devem submeter suas propostas por meio de edital específico, que está disponível na página dedicada ao CPQBA no site do Parque.
As propostas serão avaliadas por uma comissão levando em conta critérios como viabilidades técnica e econômica do projeto, potencial de inovação, capacidade financeira do proponente e alinhamento com a sustentabilidade ambiental.
O processo é de fluxo contínuo, ou seja, não há uma data única de inscrição. As empresas podem apresentar suas propostas a qualquer momento, e a comissão avaliadora tem até 60 dias para responder.
O CPQBA realiza pesquisas em agricultura, biotecnologia e química aplicada. Com a entrada no Parque da Unicamp, o Centro passa a oferecer tanto as áreas de campos experimentais agrícolas quanto infraestrutura física para empresas que queiram instalar projetos de pesquisa em campo, unindo a experiência científica da Unicamp à capacidade de inovação do setor produtivo.
O professor Adilson Sartoratto, coordenador do CPQBA, destaca o valor da parceria para a geração de novas pesquisas.
“O CPQBA tem uma sólida trajetória em pesquisa aplicada nas áreas de agricultura e biotecnologia. Colocar estrutura do campo experimental à disposição de empresas parceiras, dentro do Parque da Unicamp, amplia o impacto do trabalho que já realizamos e abre novas oportunidades para a transferência de tecnologia e a geração de soluções inovadoras para o mercado”, explica Sartoratto.
Áreas experimentais abertas para empresas

A principal novidade dessa modalidade é a disponibilização de uma área agrícola de 7,7 hectares para campo experimental. Essa área pode ser ocupada por hectare, conforme a necessidade de cada projeto. Além do espaço agrícola, os proponentes também poderão contar com sala administrativa fechada ou área de laboratório para suporte às atividades de campo. Esse apoio complementar é oferecido junto com a ocupação da área agrícola, já que a proposta é sempre associar pesquisa de campo com estrutura de apoio.
A infraestrutura de campo conta com instalação de calçamento e sistema de irrigação, pensada para viabilizar experimentos agrícolas de forma prática e eficiente. A ideia central é permitir que empresas testem tecnologias, cultivares e processos em condições reais, dentro de um ambiente que já reúne conhecimento científico consolidado.
O prazo de permanência varia de acordo com o projeto e o contrato inicial pode ser prorrogado por até 60 meses. O limite total de permanência chega a 120 meses, sempre que houver interesse entre as partes.
Sinergia entre pesquisa e sustentabilidade ambiental
Um ponto importante da nova modalidade é a exigência de sustentabilidade ambiental nas pesquisas. O edital que rege essa seleção proíbe o uso de defensivos agrícolas sintéticos nos projetos desenvolvidos dentro dessa área.
A medida reforça o compromisso da Unicamp com práticas responsáveis e alinhadas à preservação ambiental, e conecta diretamente a pesquisa acadêmica às demandas cada vez maiores do mercado por agricultura sustentável.
Nova modalidade amplia área de atuação do Parque da Unicamp
Com a chegada do CPQBA, o Parque Científico e Tecnológico da Unicamp amplia sua atuação para além da tecnologia industrial e digital, historicamente mais presentes em seu portfólio. Agora, o agronegócio também tem um espaço estruturado para inovar dentro do ecossistema da Unicamp.
Saiba mais sobre essa modalidade de entrada no Parque da Unicamp e acesse o edital completo em parque.inova.unicamp.br/traga-
Sobre o Parque Científico e Tecnológico da Unicamp e a Incamp
O Parque Científico e Tecnológico da Unicamp é gerenciado pela Inova Unicamp e trabalha para promover ambientes que estimulem conexões entre talentos, ideias e oportunidades, resultando em novos negócios e parcerias. Esse ecossistema fortalece a interação entre a Universidade e o mercado, facilitando colaborações estratégicas com a Unicamp.
A Incubadora de Empresas de Base Tecnológica da Unicamp (Incamp) integra esse ambiente de inovação por meio de programas de pré-incubação e incubação. As empresas participantes contam com apoio técnico, mentoria especializada e oportunidades de networking ao longo de até três anos. É possível atuar no modelo não-residente, mantendo as operações fora da Unicamp, ou como empresa residente, com sede em salas dentro do Parque Científico e Tecnológico.
Conheça os indicadores e casos de sucesso nos relatórios de atividades publicados na biblioteca da Inova Unicamp.
Acesse o site do Parque da Unicamp e da Incamp e saiba mais sobre esse ecossistema.






