Produtos mais simples de instalar viram estratégia contra o desperdício nos canteiros de obra
Diante de perdas que podem chegar a 30% dos custos de um empreendimento, o setor da construção passa a tratar produtos mais simples de instalar, como a linha KRONA PEX, da Krona Tubos e Conexões, como critério técnico de escolha.

Um levantamento da Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição (Abrecon) aponta que o país descarta cerca de 41,2 milhões de metros cúbicos de sobras de materiais por ano. Somado a isso, uma outra pesquisa da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) mostra que retrabalho, tempo improdutivo e falhas operacionais podem responder por até 30% dos custos de um empreendimento.
Mesmo com novas metodologias crescendo na construção civil, como o BIM, o cenário tem uma explicação recorrente entre os gestores de obra: os canteiros seguem, em boa parte, uma lógica manual. Estoques anotados em planilha, materiais requisitados por mensagem informal, inventários que só acontecem quando o problema já apareceu. Sem rastreabilidade do consumo real, o resultado é o de sempre — compra emergencial, alguns materiais parados e equipe ociosa esperando reposição.
Por isso, materiais com novas tecnologias vêm sendo tratados como parte da solução, não apenas como upgrade de produto. Sistemas hidráulicos flexíveis, como a linha PEX, da Krona Tubos e Conexões, exemplificam essa mudança. Diferentemente das tubulações rígidas tradicionais, que dependem de adesivo, solda ou múltiplas conexões, o PEX é instalado em lances contínuos, sem emendas intermediárias e sem tempo de cura. Menos conexão significa menos peça avulsa para controlar, menos etapa passível de erro de medição e menos sobra de corte ao final do serviço.

“O desperdício em obra quase nunca é só sobra de material jogada fora. É tempo de equipe parada esperando reposição, é compra emergencial custando mais caro, é retrabalho que ninguém planejou. Quando o sistema hidráulico reduz o número de conexões e etapas, ele reduz também essa margem de erro que hoje é difícil de rastrear”, diz Júlio Grein, diretor Comercial e Marketing do Grupo Krona.
A tendência também indica uma reorganização logística no canteiro. Tubos flexíveis ocupam menos espaço de armazenamento, permitem corte sob medida e reduzem o volume de itens avulsos — conexões, adesivo, lixa — que antes precisavam ser comprados, transportados, controlados e descartados separadamente. Para construtoras com múltiplas frentes de obra simultâneas, essa simplificação tende a se traduzir em menos gargalo de suprimento e menos margem para o tipo de perda que só aparece no balanço final da obra.
Com o setor pressionado por prazo, custo de mão de obra e escassez de profissionais qualificados, a tendência é que sistemas que simplificam a instalação e, por consequência, o controle do que é usado em obra, passem a ser critério de escolha.
“A construção civil está aprendendo a olhar para o desperdício como problema de gestão, não só de material. Sistema mais simples de instalar é sistema mais fácil de controlar e é aí que a obra ganha tempo, previsibilidade e menos perda“, conclui Júlio.






