Queda da SELIC em 2026 abre caminho para mais investimentos em pequenas, mini e micro hidrelétricas

Todo o mercado financeiro, apesar das Festas de Fim de Ano, já dá como verdadeira a tendência de baixa da SELIC depois de mais de 36 meses. Assim, em 2026, o cenário econômico para o investidor brasileiro será caracterizado pelo início de um novo ciclo de afrouxamento monetário, após um período de juros elevados.
A expectativa é que a Selic atinja 12,13% até o final do ano, com cortes de juros também previstos nos Estados Unidos pelo Federal Reserve. Analistas consideram essa situação como uma “combinação poderosa para ativos de desempenho real como geração de energia elétrica, mineração, industria, comérico, exploração de petróleo e datacenters. Projeções indicam que o Banco Central começará a reduzir a Selic já no primeiro trimestre de 2026, levando-a de 15% para 12% até o final do ano, resultando em uma redução de 300 pontos-base.
“As hidrelétricas estão de volta e com juros menores, podem ficar imbatíveis”
Dentre as fontes renováveis, a hidrelétrica, por ser a única classificada na categoria “permanente” e portanto não intermitente pela legislação deve ter um grande estímulo com essa queda das taxas de juros. A expectativa é que nos proximos leilões de energia previstos para 2026 , 2027 e 2028, os custos viabilizem novos investimentos, mas não apenas em usinas de grande e médio porte, mas em pequenas e mini usinas, de impactos ambientais inexistentes ou até mesmo francamente positivos para a sociedade e a natureza, como a piscicultura, a fruticultura irrigada por gotejamento.
Aos poucos, a sociedade vai percebendo que construir reservatórios, se for uma atividade projetada com cuidado e com participação das comunidades, é algo muito favorável ao meio ambiente pois armazena água doce, permitindo toda uma série de cuidados com seu manejo. “Água arnazenada é um bem precioso e não coisa diabólica como quiseram fazer crer alguns”, diz o CEO da ENERCONS, Ivo Pugnaloni, responsavel técnico por 32 projetos de engenharia de PCHs e 9 inventários hidrenergéticos aprovados pela ANEEL,
“Em cada municipio de nosso gigantesco país, existem dezenas de pequenos potenciais hidreletricos, verdadeiras “pequenas Itaipus” que podem ser aproveitadas agora com a aprovação da lei 15.269/25 que permitiu que até os menores consumidores de energia possam escolher até que tipo de fonte de energia desejam comprar”, diz Pugnaloni. Sendo um dos grandes defensores de que o Brasil aproveite seu potencial hidráulico para gerar energia, pescado, irrigação e turismo rural, o engenheiro eletricista, que foi diretor de planejamento do grupo COPEL defende que o ao invés de gastar bilhões de dolares por ano importando gás natural liquefeito, óleo pesado e óleo diesel para gerar energia elétrica, o Brasil construa mais hidrelétricas, nos Estados indicados pelo SIPOT.
Pugnaloni ressalta que além de limpa, a energia da agua pode servir para acumular a energia solar e eólica. “Mas as hidreétricas já fazem isso sem nenhum gasto extra com baterias químicas, que são importadas do outro lado do mundo, caríssimas, altamente poluentes e cujos custos terão que ser somados aos custos da geração de fontes intermitentes que poderão ficar proibitivas. Além disso, para os investidores de pequeno e médio porte elas são muito acessíveis enquanto investimento produtivo, ainda mais quando já tem sua energia previamente vendida, mesmo antes de ficarem concluídas como é o caso hoje em dia aqui na ENERCONS onde nossos clientes investidores se quiserem já podem sair com a energia vendida.” concluiu.

![ABB amplia linha de motores de alta eficiência Empresa inicia comercialização dos chamados ‘IE6 extrapolados’ em grandes carcaças São Paulo, 19/2/2026 -- A fabricante de equipamentos elétricos ABB ampliou a linha de motores industriais chamados pela empresa de IE6 extrapolados por terem 20% menos perdas do que equipamentos IE5, a mais alta das cinco categorias oficiais de eficiência energética da Comissão Eletrotécnica Internacional (IEC, na sigla em inglês). Criados para aplicações especiais, os novos motores estão disponíveis em carcaças dos números 280 e 315, em potências variando de 110 a 450 kW e velocidades de até 3600 rpm. Também são do tipo síncronos de relutância (SynRM), que não utilizam magnetos permanentes extraídos de terras raras, aliando em sua proposta eficiência energética, funcionalidade e responsabilidade ambiental. A ABB, no entanto, destaca que os principais diferenciais do produto ainda são a economia de energia e os atributos ambientais. Com base em análises feitas na Europa, a fabricante afirma que a troca de um motor IE4 prevalente na região por um IE6 equivalente retorna o investimento em oito meses. Em 20 anos de vida útil, a economia gerada por um único motor chega a €51.200, evitando, ainda, a emissão de 92.200 kg de CO2. "Nossos clientes agora podem acessar eficiência [energética] de nível mundial em uma faixa de potência mais ampla, muitas vezes alcançando retorno em apenas alguns meses enquanto se aproximam de suas metas de sustentabilidade", reforçou em comunicado Stefan Floeck, presidente da divisão IEC LV Motors da ABB. “Os motores SynRM IE6 de hiper-eficiência foram projetados para este momento", seguiu. Os novos motores da ABB complementam a linha IE6 da empresa que teve seus primeiros exemplares lançados em 2024, cobrindo inicialmente a faixa de potência entre 22 e 315 kW. O lançamento foi um marco por apresentar os primeiros motores mais econômicos do que os melhores IE5 da época, mostrando que a indústria já tinha tecnologia para produzir equipamentos em uma nova escala de eficiência energética. Até hoje, a escala criada pela IEC prevê cinco categorias de eficiência energética, que vão da IE1 à IE5. Entre um nível e outro, há redução de 20% de perda na conversão de energia elétrica em mecânica. O padrão IE4 é o mínimo exigido na União Europeia, e o IE3 fundamentou a classificação IR3, obrigatória no Brasil como padrão mínimo de eficiência. A ABB também destaca que a nova linha é fabricada com 98% de materiais de origem reciclada, integrando o portfólio ABB EcoSolutions™, de produtos com Declaração Ambiental verificada nos termos da normativa ISO 14025 Tipo III e total transparência sobre dados de circularidade, emissões e impacto ambiental. Os IE6 extrapolados podem substituir motores antigos sem adaptações em aplicações de ventilação, bombeamento, compressão e outras. Os equipamentos devem ser associados a inversores de frequência, que reduzem ainda mais o consumo de energia.](https://eaemaq.com.br/wp-content/uploads/2026/02/ABB-IE6-SynRM-Family-300x169.jpg)




