Safra termina, mas desafios permanecem: buva, percevejo e cercospora entram no radar da soja em Mato Grosso do Sul

Safra termina, mas desafios permanecem: buva, percevejo e cercospora entram no radar da soja em Mato Grosso do Sul

Com a colheita do milho em andamento, ocorrências observadas no campo e nas últimas safras ajudam a orientar o planejamento da soja 2026/27 no estado.

Safra termina, mas histórico fica: buva, percevejo e cercospora entram no radar da soja em Mato Grosso do Sul

Com 63,9% da área monitorada de milho segunda safra já colhida em Mato Grosso do Sul, segundo a Aprosoja/MS, as atenções começam a se voltar para a soja 2026/27. O novo cultivo, porém, não parte de uma folha em branco: ocorrências registradas agora e problemas observados nos últimos ciclos ajudam a indicar alguns dos principais pontos de atenção para os próximos meses.

Esse foi um dos eixos do Evento Consultor Mato Grosso do Sul, promovido pela ADAMA em Campo Grande. O encontro reuniu consultores que atuam no estado e pesquisadores para discutir os desafios que atravessam essa transição entre as culturas, desde o controle da buva na entressafra até o comportamento de pragas e doenças na soja, além de resistência, intensificação dos sistemas produtivos e influência das ccondições climáticas sobre as decisões no campo.

Entre os pontos destacados no evento esteve justamente o que as áreas já começam a sinalizar para o próximo cultivo. Levantamento do SIGA-MS apontou elevada presença de buva nas áreas monitoradas no período em que avançam as operações de dessecação. Consultores e especialistas também chamaram atenção para problemas registrados nas últimas temporadas, como populações elevadas de percevejo-marrom e maior incidência de cercospora no final do ciclo da soja.

“É importante considerar o que cada área mostrou anteriormente e o que está acontecendo nela agora. Mato Grosso do Sul está em uma zona de transição climática, característica que interfere na dinâmica de pragas, doenças e plantas daninhas. Essas informações ajudam a direcionar melhor as decisões agronômicas”, afirma Rubia Bovo, engenheira agrônoma de Desenvolvimento de Mercado da ADAMA.

No caso da buva, a atenção começa antes do plantio, com planejamento adequado da dessecação e uso de estratégias de pré-emergência para espécies de difícil controle. Nas discussões, os especialistas reforçaram também a importância do monitoramento e do momento correto das intervenções diante do comportamento de pragas e doenças observado nos últimos anos.

Resistência entra na conta do próximo ciclo

Outro ponto levantado no encontro foi a crescente complexidade dos sistemas produtivos. A sucessão intensa de culturas e as janelas operacionais mais curtas exigem maior atenção às decisões de campo. Em grandes propriedades, a capacidade de realizar as operações no período adequado também interfere no resultado agronômico. Soma-se a isso a preocupação com o uso repetitivo das mesmas moléculas no controle de diferentes alvos, prática que favorece a seleção de populações resistentes.

Como parte desse debate, pesquisadores e consultores também abordaram estratégias capazes de contribuir para o sistema produtivo como um todo. É o caso do consórcio de milho com braquiária, amplamente utilizado no estado. Além de ampliar a cobertura e contribuir para a estrutura do solo, a prática auxilia no controle de espécies daninhas e favorece maior resiliência em regiões sujeitas a períodos de veranico.

O clima completou a pauta técnica do encontro. Com a influência do El Niño sobre o ciclo 2026/27, acompanhar as condições de cada região e ajustar as decisões ao longo do desenvolvimento das lavouras ganha ainda mais relevância.

Para a ADAMA, reunir os consultores neste momento permite aproximar essas diferentes informações da realidade de cada região e propriedade. “Mato Grosso do Sul tem importância relevante para a produção brasileira e, ao mesmo tempo, uma realidade agronômica bastante particular. O evento permite discutir o que está sendo observado no campo, trocar informações com pesquisadores e transformar esse conhecimento regional em decisões mais assertivas”, afirma Rafael Mancini, gerente de Desenvolvimento de Mercado da ADAMA.

A proposta é estimular uma leitura mais ampla da área, utilizando as informações acumuladas ao longo dos ciclos para antecipar escolhas. “Quando conectamos o histórico da área, o cenário atual e as condições esperadas para os próximos meses, ampliamos a capacidade de planejar antes que o problema esteja instalado”, conclui Mancini.

Sobre a ADAMA

A ADAMA Ltd. é líder global em proteção de culturas, fornecendo soluções para agricultores em todo o mundo para combater plantas daninhas, insetos e doenças. A ADAMA possui um dos mais amplos e diversos portfólios de ingredientes ativos do mundo, bem como instalações de P&D de última geração, fabricação e formulação.

Com uma cultura que capacita os colaboradores a escutar os agricultores, a ADAMA oferece uma vasta gama de produtos diferenciados de alta qualidade, fornecendo soluções que atendam às necessidades locais de agricultores e clientes em mais de 100 países em todo o mundo. Para mais informações, visite nosso site www.adama.com e nossos canais no FacebookLinkedInInstagram e Youtube.

 

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