
Schneider Electric discute o impacto da IA na infraestrutura de data centers no Brasil
Evento reuniu especialistas de empresas como NVIDIA, Dell e Intel para debater eficiência energética e expansão da infraestrutura voltada à IA
A Schneider Electric, líder global em tecnologia de energia, realizou, no dia 12 de maio, em São Paulo, o AI Ready Data Center, encontro que reuniu executivos, especialistas e parceiros estratégicos para debater como o avanço da inteligência artificial (IA) está transformando a infraestrutura de data centers no Brasil e no mundo.
O evento abordou os impactos do crescimento acelerado das cargas de trabalho de IA sobre consumo energético, liquid cooling, capacidade computacional e sustentabilidade em temas que vêm ganhando relevância diante da expansão de aplicações de IA generativa e computação de alta performance.
A programação contou com apresentações técnicas e painéis com especialistas da Schneider Electric e representantes de empresas como NVIDIA, Dell, Intel e MC Consult, que discutiram desde a evolução das arquiteturas voltadas para IA até os desafios relacionados à eficiência energética e aos sistemas de alta densidade.
Entre os destaques sobressaíram o avanço das chamadas “AI Factories”, a ideia de estruturas desenhadas para suportar aplicações intensivas de IA, e o impacto desse movimento na demanda por energia e resiliência operacional. Os painelistas também mostraram cenários sobre a evolução do mercado de cooling para data centers e soluções de refrigeração líquida voltadas a ambientes de computação de alta performance.
De acordo com projeção do Gartner, os workloads de IA devem representar entre 15% e 20% do consumo total de energia dos data centers até 2028. Nesse cenário, segundo Luis Cuevas, diretor de Secure Power e Negócios de Data Centers da Schneider Electric no Brasil, o setor passa por uma transformação estrutural.
“A inteligência artificial está elevando significativamente o nível de exigência da infraestrutura digital. Hoje, o desafio não está simplesmente em ampliar capacidade computacional, mas ao mesmo tempo garantir eficiência energética, disponibilidade e sustentabilidade em ambientes cada vez mais densos e críticos”, afirma Cuevas.
O executivo ressaltou o potencial estratégico do Brasil nesse movimento global. “O país possui vantagens importantes, como uma matriz energética majoritariamente renovável e espaço para expansão da infraestrutura digital. O desafio é acelerar essa evolução com projetos preparados para suportar as demandas da IA de forma eficiente e sustentável”, completa.
Sobre a Schneider Electric
A Schneider Electric é líder global em tecnologia de energia, promovendo eficiência e sustentabilidade por meio da eletrificação, automação e digitalização de indústrias, negócios e residências. Suas tecnologias permitem que edifícios, data centers, fábricas, infraestruturas e redes funcionem como ecossistemas abertos e interconectados, aumentando desempenho, resiliência e sustentabilidade. O portfólio inclui dispositivos inteligentes, arquiteturas definidas por software, sistemas impulsionados por inteligência artificial, serviços digitais e consultoria especializada. Com 160 mil colaboradores e 1 milhão de parceiros em mais de 100 países, a Schneider Electric é constantemente reconhecida como uma das empresas mais sustentáveis do mundo.






