Sistema de controle de qualidade da Castrolanda garante segurança na entrega de fertilizantes

Sistema de controle de qualidade da Castrolanda garante segurança na entrega de fertilizantes

Com 126,3 mil toneladas entregues em 2025, a cooperativa mantém processo estruturado de análise física e rastreabilidade das cargas  

Sistema de controle de qualidade da Castrolanda garante segurança na entrega de fertilizantes

Com o objetivo de garantir a segurança na qualidade e na rastreabilidade dos fertilizantes entregues aos cooperados, a  Castrolandaconta com um rigoroso sistema de controle e monitoramento das cargas. Somente em 2025, a cooperativa movimentou 126,3 mil toneladas de fertilizantes, maior volume registrado desde 2021.

O processo inclui a coleta de amostras e análises físicas realizadas internamente para evitar fraudes e adulterações. Segundo dados divulgados pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), mais de R$ 40 milhões de prejuízos foram registrados no país entre 2021 e 2024.

Grande parte desse processo ocorre no Entreposto Agrícola da Castrolanda em Ponta Grossa, onde são realizadas a coleta de amostras e as primeiras análises físicas dos materiais recebidos. Além disso, as cargas são rastreadas durante o transporte para evitar problemas na rota. A estrutura deve ganhar ainda mais capacidade neste ano, com a implantação de um laboratório dedicado às análises químicas dentro do Entreposto, reforçando o monitoramento da qualidade dos insumos que chegam aos cooperados.

Segundo a gerente executiva de Negócios Agrícola da Castrolanda, Tatiane Bugallo, garantir a qualidade desse produto é uma etapa fundamental para dar segurança ao cooperado em uma das decisões mais importantes da safra.

“O fertilizante é um dos principais investimentos da lavoura. Por isso, acompanhar a qualidade do produto desde a origem até a entrega na propriedade é uma forma de reduzir riscos e trazer mais segurança para o cooperado no manejo da lavoura”, afirma.

A coordenadora de Qualidade Agrícola da Castrolanda, Pamela Ahlert, explica que a avaliação das amostras permite verificar, inicialmente, se há indício de adulteração. Além disso, também é possível averiguar características físicas e químicas que influenciam diretamente o desempenho do fertilizante nos maquinários de aplicação e no campo.

“A análise envolve fatores como granulometria e dureza dos grânulos, além da verificação da composição química. Esses aspectos influenciam diretamente na distribuição do fertilizante na lavoura e na disponibilidade de nutrientes para as plantas”, detalha.

Além das análises realizadas no recebimento, a cooperativa também realiza treinamentos com produtores e mantém acompanhamento técnico no pós-venda. Caso o cooperado identifique alguma possível inconformidade, equipes técnicas podem realizar uma avaliação do produto na propriedade, com coleta de amostras e análise do material.

Contexto regulatório

O tema ganhou ainda mais relevância com o Decreto Federal nº 12.858, publicado no fim do mês de fevereiro, que atualiza a regulamentação da cadeia de fertilizantes no Brasil e adequa o setor à chamada Lei do Autocontrole.

A nova norma amplia a responsabilidade das empresas sobre os sistemas internos de verificação e rastreabilidade dos insumos utilizados na produção agrícola, reforçando a importância de processos estruturados de controle de qualidade ao longo da cadeia.

Na Castrolanda, esse tipo de monitoramento já faz parte da rotina operacional. O sistema de acompanhamento das cargas, com coleta de amostras, análises laboratoriais e rastreabilidade dos produtos, é realizado pela cooperativa antes mesmo das mudanças regulatórias.

Para Tatiane Bugallo, iniciativas voltadas ao monitoramento e à rastreabilidade dos insumos tendem a ganhar ainda mais importância no setor.

“A qualidade dos insumos utilizados na lavoura tem impacto direto no resultado do produtor. Ter processos de verificação bem estruturados ajuda a reduzir riscos e traz mais previsibilidade para a produção”, finaliza.

Sobre a Castrolanda

A Castrolanda Cooperativa Agroindustrial foi fundada por imigrantes holandeses em 1951, no município de Castro-PR. A primeira atividade econômica dos imigrantes e da cooperativa foi a pecuária leiteira, que tornou-se uma referência para todo o Brasil.

A partir da década de 1970 outras atividades começaram a ser desenvolvidas pelos cooperados. Hoje a Castrolanda atua em quatro cadeias de negócios: agrícola, carnes (suínos e ovinos), leite e batata, com unidades nos estados do Paraná, São Paulo e Tocantins.

A Castrolanda tem como missão gerar valor aos seus mais de 1200 cooperados, proporcionando segurança e conveniência para que possam focar no mais importante: produzir. A cooperativa acredita na união entre todos para avançar e desenvolver as famílias dos cooperados e toda a sociedade.

 

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