TCP movimenta 1,5 milhão de TEUs com 20 dias de antecedência
Resultado acompanha projeções do Terminal de crescimento de 5% para o ano

Nesta sexta-feira (28), a TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, registrou a marca de 1,5 milhão de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) movimentados ao longo de 2025. O feito foi realizado 20 dias mais cedo do que em 2024, ano em que a TCP se tornou o terceiro terminal portuário do país a alcançar este volume de operações.
O recorde ocorreu durante a movimentação de cargas no navio porta-contêineres CMA CGM Rodolphe, que possui 299 metros de comprimento (LOA), 48 metros de largura (boca), e capacidade para 9.400 TEUs.
“O volume movimentado de 1,5 milhão de TEUs ainda em novembro está em linha com as projeções de crescimento de 5% para este ano, e reflete o comprometimento e profissionalismo da equipe do Terminal e do apoio da autoridade portuária, da Marinha e da praticagem de Paranaguá. Hoje, a TCP é um eixo fundamental para a corrente de comércio brasileira, pois é o maior terminal portuário em movimentação na Região Sul do país e o terceiro maior do Brasil”, destaca o superintendente institucional e jurídico da TCP, Rafael Stein.
De acordo com o mais recente balanço, que contempla o período de janeiro a outubro, o Terminal exportou 557.755 TEUs, alta de 5% impulsionada pelos embarques de produtos do agronegócio, como carnes e congelados, madeira, feijão e gergelim. No fluxo de importação, o volume chegou a 546.880 TEUs, 2% superior ao do ano passado, e que teve os segmentos automotivo, de produtos químicos, de eletrônicos e de maquinário como destaque.
Novo calado operacional
Neste mês de novembro, a Portos do Paraná homologou a portaria nº 224/2025, que determina a ampliação do calado operacional do canal de acesso ao Porto de Paranaguá de 12,80 metros para 13,30 metros para navios porta-contêineres. A medida foi apoiada pelos estudos de simulação contratados pela TCP e conduzidos, em setembro deste ano, no Tanque de Provas Numérico da Universidade de São Paulo (USP).
Segundo estimativa, a ampliação do calado, como é chamada a profundidade entre o ponto mais baixo de uma embarcação até a linha da água, em 50 centímetros traz um aumento de capacidade de transporte equivalente a 400 TEUs cheios por navio.
“A conclusão das obras de derrocagem e o aumento da profundidade do calado operacional permitirá que os navios que trafegam pelo Porto de Paranaguá e chegam ao Terminal transportem mais carga por viagem, o que se traduz em maior eficiência para exportadores, importadores e para os armadores. Os resultados desta medida serão observados nos próximos meses e devem impulsionar ainda mais o crescimento das movimentações em 2026”, explica Stein.
Desde 2024, o calado operacional do canal de acesso ao Porto de Paranaguá já passou por três revisões, passando de 12,10 metros para 13,30 metros. O incremento da profundidade em 1,20 metros representa um aumento de capacidade de 960 TEUs cheios por navio.
Obras e investimento
Os resultados obtidos no Terminal de Contêineres de Paranaguá vêm na esteira de uma série de investimentos realizados nos últimos cinco anos, período em que mais de meio bilhão de reais foram aportados em obras de infraestrutura e na aquisição de novos equipamentos.
Antevendo o plano de descarbonização do Terminal e a ampliação do número de tomadas da área para armazenagem de contêineres refrigerados (reefer), a TCP concluiu, em 2023, a instalação de uma subestação de energia elétrica isolada a gás para suprir o aumento na demanda. Em 2024, o maior pátio reefer da América do Sul, com 5.268 tomadas, foi inaugurado, ampliando o protagonismo da companhia que já possuía o título de maior corredor de exportação de carnes e congelados do país. Em setembro de 2025, a TCP atingiu uma participação de 44% nas exportações de carne de frango e de 30% nos embarques de carne bovina.
As operações no Terminal de Contêineres de Paranaguá também passaram a ser mais sustentáveis: desde 2022, a TCP se comprometeu a comprar energia elétrica totalmente proveniente de fontes renováveis, garantindo à companhia o certificado I-REC (Certificado Internacional de Energia Renovável, na sigla em inglês) pelo terceiro ano consecutivo. Além disso, um projeto piloto de eletrificação de três guindastes pórticos sobre pneus (RTG) foi concluído, gerando uma redução de 97% nas emissões de gases de efeito estufa na operação de cada equipamento.
A compra de novos equipamentos fez parte do recente pacote de investimentos do Terminal, que adquiriu 17 novos Terminal Tractors (TT) e 11 RTG, tornando a TCP a detentora do maior parque de máquinas entre os terminais brasileiros, com um total de 69 TTs e 40 guindastes RTG.
“O sucesso do plano de investimentos da TCP pode ser observado nos resultados obtidos nos últimos anos e reforçam a estratégia da companhia, que seguirá atuando para tornar o Terminal de Contêineres de Paranaguá uma referência global em gestão e eficiência na logística portuária”, conclui Stein.






