Tecnologia nacional melhora absorção de fósforo no solo e amplia produtividade do milho em até 23,6%, diz Cogny
Solução baseada em microrganismos, desenvolvida em conjunto com a Embrapa Milho e Sorgo e utilizada em várias regiões do país, aumenta a eficiência das lavouras à medida que o nutriente se torna mais acessível às plantas

Ensaios de campo realizados no Brasil mostram que o uso de microorganismos capazes de tornar o fósforo mais acessível às plantas pode ampliar de forma consistente a produtividade do milho em diferentes regiões e condições de cultivo. Desenvolvido como um bioinsumo, o solubilizador de fósforo melhora a absorção desse nutriente pelas raízes, permitindo incremento de até 23,6% na produtividade, com ganhos observados tanto em áreas de alta quanto de baixa fertilidade do solo.
Ensaios conduzidos ao longo de cinco anos agrícolas em Santo Antônio de Goiás (GO) e Sete Lagoas (MG) por pesquisadores da Embrapa Milho e Sorgo, indicam que os incrementos médios chegaram a 930 quilos por hectare em áreas com alto teor de fósforo e a 1,6 tonelada por hectare em áreas com baixo teor, reforçando o potencial da tecnologia como ferramenta de manejo nutricional em distintos sistemas produtivos.
Além do impacto direto sobre a produtividade, os estudos também confirmaram a solubilização de fósforo através da qualidade nutricional de grãos de milho. Segundo dados de artigo publicado por Oliveira-Paiva e colaboradores (2024), em áreas de maior fertilidade o incremento médio no teor de fósforo nos grãos chegou a 36,5% com o uso de solubilizador. Em áreas com baixa disponibilidade do nutriente, o avanço médio foi de 20,3% no período de cinco safras agrícolas.
O engenheiro agrônomo Dr Bruno Agostini Colman, gerente de Produtos e Dados Agronômicos da Cogny, ecossistema que integra as empresas de biotecnologia Simbiose e Bioma, informa que os expressivos resultados se repetem em outros trabalhos, o que reforça a estabilidade da tecnologia em diferentes contextos produtivos.
“Os números ajudam a explicar porquê essa tecnologia vem sendo rapidamente adotada por produtores e porquê gera impacto financeiro relevante no agronegócio”, analisa. “Hoje, já são dezenas de milhões de hectares tratados, com expansão do uso em culturas como soja, milho, feijão e cana-de-açúcar.”
Estudos liderados por consultorias e instituições de pesquisa em diferentes regiões produtoras do país também revelam que os ganhos observados em ambientes experimentais se replicam em condições reais de campo. Em localidades do Sul ao Centro-Oeste, os incrementos de produtividade do milho chegam a variações de 8,5 a 26,4 sacas por hectare quando comparados às áreas não tratadas, em diferentes sistemas produtivos.
“Esses números evidenciam não apenas o potencial agronômico da tecnologia, mas também sua capacidade de gerar retorno econômico direto ao produtor, validada por múltiplos agentes técnicos e em diferentes realidades agrícolas do Brasil”, diz o engenheiro agrônomo MSc Ivan Carlos Zorzzi, líder de Agronomia da Cogny.
De acordo com os especialistas, o solubilizador possui em suas composições microorganismos exclusivos (especificamente as cepas B119 e B2084) que atuam na rizosfera das plantas promovendo a solubilização do fósforo. Em condições naturais, esse nutriente permanece preso em formas não disponíveis no solo, tornando-se inacessível às culturas agrícolas.
Entre as características identificadas nos estudos científicos, estão a produção de biofilme, exopolissacarídeos (EPS), fosfatases, sideróforos e ácidos orgânicos. Esses fatores contribuem para aumentar a mobilidade e a absorção do fósforo pelas plantas, mesmo em condições reais de campo, em solos, climas e níveis de fertilidade variados. Para Zorzzi, os resultados reforçam a importância de práticas integradas de manejo nutricional. “O uso de solubilizador representa um componente estratégico para elevar a produtividade do milho de forma sustentável e economicamente viável no contexto da agricultura moderna no Brasil.”
Sobre a Cogny
A Cogny é o maior ecossistema brasileiro de insumos biológicos de iniciativa privada voltado ao agronegócio, que reúne as empresas Simbiose, Bioma, Biagro, Biograss e Biojet. Com DNA em tecnologia e inovação, possui um amplo portfólio de produtos do País e a maior capacidade produtiva de inoculantes do mundo. A companhia tem quatro plantas industriais, localizadas nos estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Goiás, além de 17 centros de distribuição no Brasil com atuação também na Argentina. A Cogny atua em parceria com a Orygen, o maior centro privado de pesquisa e desenvolvimento de microbiológicos do Brasil voltado para o agronegócio.






