Tecnologia nacional redefine o futuro dos projetos corporativos
Empresa brasileira desenvolve soluções próprias de áudio, vídeo e automação após crise pandêmica que abalou a cadeia de semicondutores

Pedro Retes com os produtos criados em solo brasileiro pela Wave: painel touch, painel touch 8” e controladora de automação.
Pensar em projetos arquitetônicos corporativos de grande porte sem considerar áudio, vídeo e automação é praticamente inconcebível. Durante a pandemia, porém, tudo isso chegou perto de ser interrompido. A dependência quase total do Brasil por semicondutores importados, somada à paralisação da produção global, gerou um efeito dominó que atingiu em cheio setores essenciais, entre eles o de áudio, de vídeo e de automação corporativos.
Foi nesse cenário que Pedro Retes, diretor da Wave AV, decidiu transformar a crise em ação. Com 15 anos de liderança na empresa, mestrado em engenharia elétrica e quatro certificações internacionais, conduziu sua equipe no desenvolvimento interno dos componentes necessários para manter os projetos em andamento. “Como minha equipe já tem bastante experiência, a criação de novos equipamentos que atendessem às demandas técnicas dos projetos foi muito eficiente”, afirma.
As vantagens das soluções nacionais ficaram evidentes: produção ágil, instalação mais integrada e uso de frameworks modernos, totalmente alinhados ao ecossistema de TI e desenvolvimento web. “Utilizamos frameworks mais modernos, o que facilita inclusive a contratação de profissionais, ampliando o perfil técnico para áreas como desenvolvimento web, front-end e back-end”, acrescenta.
Hoje, os equipamentos criados pela Wave estão presentes em instituições como a Marinha do Brasil, a Localiza, a Abbott, além do SEBRAE e do SESCOOP, unindo alta complexidade tecnológica a operação simples, confiáveis e elegantes, exatamente como exige a arquitetura corporativa contemporânea.
Com o mercado nacional consolidado, a Wave mira agora sua expansão internacional. “Estamos prontos para entrar em mercados maduros, como o dos Estados Unidos. O investimento previsto de R$ 10 milhões em cinco anos reforça o caráter econômico e estratégico desse movimento”, finaliza Pedro.
Foto: Divulgação






