Manutenção preventiva do veículo ajuda a reduzir gastos em meio à alta dos combustíveis

Manutenção preventiva do veículo ajuda a reduzir gastos em meio à alta dos combustíveis

 Manutenção preventiva do veículo ajuda a reduzir gastos em meio à alta dos combustíveis

Pneus descalibrados, falhas no sistema de alimentação e desgaste da suspensão podem elevar o consumo de combustível e o custo por quilômetro rodado.

Em um cenário de forte volatilidade no mercado internacional de petróleo, impulsionada por oscilações na oferta e demanda, o impacto da alta dos combustíveis chega diretamente ao consumidor final e às frotas. Diante desse contexto, especialistas apontam a manutenção preventiva como uma das estratégias mais eficientes para reduzir custos operacionais, otimizar o consumo de combustível e preservar componentes mecânicos, sem abrir mão da segurança veicular.

Além de contribuir para a economia de combustível, a manutenção preventiva é fundamental para a segurança no trânsito. Ela começa com a revisão do veículo para evitar falhas e quebra de componentes devido à falta de manutenção, principalmente do sistema de suspensão, que interfere diretamente na dirigibilidade e no conforto do motorista e ocupantes”, afirma Leandro Leite, coordenador de Assistência Técnica da Nakata.

Componentes que impactam diretamente o consumo – Do ponto de vista técnico, alguns itens de desgaste têm influência direta na eficiência energética e no custo por quilômetro rodado:

Pneus descalibrados – A pressão fora das especificações do fabricante altera a área de contato do pneu com o solo, modificando o coeficiente de resistência ao rolamento. “Quando o pneu está murcho, uma área maior da borracha da banda de rodagem entra em contato com o solo, aumentando o atrito e a resistência ao rolamento. Isso resulta em maior consumo de combustível e aceleração do desgaste do pneu, reduzindo sua vida útil e comprometendo a segurança”, explica Leite. A calibração periódica, com valores de pressão adequados à carga e ao uso, é um dos procedimentos de manutenção mais simples e com maior retorno em economia.

Desalinhamento da direção – Convergência, divergência, caster e câmber fora dos parâmetros provocam arraste dos pneus, aumento do esforço da direção e maior resistência ao avanço do veículo. Na prática, isso se traduz em consumo elevado e desgaste irregular da banda de rodagem. Sintomas como veículo “puxando” para um lado, volante desalinhado em linha reta e necessidade de correções constantes indicam a necessidade de alinhamento imediato, especialmente após impactos em buracos e obstáculos urbanos.

Amortecedores desgastados e suspensão comprometida – A suspensão é um sistema integrado formado por amortecedores, bandejas, molas, pivôs, barra estabilizadora, coxins, buchas e batentes. “Esse sistema absorve os impactos ocasionados ao trafegar nas vias, especialmente esburacadas, em lombadas e depressões, e está diretamente ligado à dirigibilidade, estabilidade, conforto e segurança dos ocupantes do veículo”, destaca o coordenador técnico da Nakata. Amortecedores degradados prejudicam o contato do pneu com o solo, alteram a distribuição de carga, interferem no comportamento em frenagens e curvas e podem levar o condutor a compensar com acelerações e frenagens mais frequentes, com reflexo direto no consumo de combustível.

Filtro de ar sujo – A restrição à passagem de ar causada por filtros saturados compromete a relação estequiométrica da mistura ar–combustível, reduz o rendimento e aumenta o consumo específico. O motor passa a trabalhar “afogado”, com perda de eficiência volumétrica. A substituição no intervalo recomendado pelo fabricante é fundamental para garantir combustão adequada, desempenho e consumo dentro dos parâmetros projetados.

Velas de ignição desgastadas – Falhas de ignição, centelha fraca ou irregular, eletrodos corroídos ou com folga incorreta resultam em combustão incompleta, perda de torque e aumento de consumo. Em motores flex ou de alta taxa de compressão, esse problema se torna ainda mais crítico. A checagem periódica e a troca preventiva das velas são medidas simples que impactam diretamente a eficiência e as emissões.

Sinais de desgaste e necessidade de intervenção – Leite ressalta que os profissionais de oficina e centros automotivos devem orientar o motorista a observar ruídos anormais ao trafegar em vias irregulares, estalos na suspensão, vazamentos de óleo na região dos amortecedores, desgaste irregular dos pneus e tendência do carro a puxar para um dos lados. “Batentes ou coifas danificadas podem afetar os amortecedores, encarecendo o custo da manutenção”, acrescenta.

Segundo o especialista, a inspeção periódica de todos os componentes da suspensão é mandatória. Identificado qualquer sinal de comprometimento, a recomendação técnica é a substituição imediata dos componentes afetados para evitar riscos à segurança e à integridade de outros sistemas, bem como o aumento do consumo de combustível.

Manutenção preventiva versus corretiva – Do ponto de vista da gestão de frota e do custo total de propriedade (TCO), a manutenção preventiva apresenta relação custo-benefício superior à corretiva. “Grande parte das falhas mecânicas ou elétricas pode ser evitada com ações preventivas de manutenção, ou seja, revisões periódicas nos sistemas de suspensão, freio, direção e transmissão, arrefecimento, parte elétrica e iluminação do veículo. É o melhor caminho para rodar com segurança e reduzir a depreciação do automóvel. Além disso, a manutenção preventiva evita que outras peças sejam danificadas, sendo mais acessível do que a corretiva”, aponta Leite.

Um cronograma estruturado de manutenção preventiva favorece a previsibilidade de gastos, reduz paradas não programadas e estende a vida útil dos componentes. “Ao realizar a manutenção preventiva, o motorista evita imprevistos e se prepara para enfrentar o trânsito com o veículo em boas condições, com mais segurança, além de reduzir gastos, já que uma peça com desgaste excessivo ou danificada pode comprometer o funcionamento de outros componentes. Com avaliações periódicas, o motorista mantém o veículo em bom estado e reduz as chances de falhas durante o trajeto”, reforça o coordenador.

Itens críticos a serem inspecionados – De acordo com a Nakata, entre os componentes que devem integrar a rotina de revisão, especialmente em períodos de maior uso ou antes de viagens, destacam-se:

– Sistema de suspensão: amortecedores, molas, bandejas, barra estabilizadora, buchas, pivôs, coxins, bieletas e kit de amortecedores;

– Pneus e geometria: estado geral dos pneus, desgaste, calibragem, balanceamento e alinhamento;

– Manutenção básica: filtros (óleo, combustível, ar e cabine), óleo lubrificante, tensão e validade da bateria, aditivo do sistema de arrefecimento e palhetas do limpador;

– Sistema de freio: pastilhas, discos, tambores, sapatas, fluido, cilindro de roda, cilindro mestre, servo-freio, mangueiras e pinças;

– Ignição e motor: velas de ignição e correias (dentada e do alternador);

– Iluminação: lâmpadas de farol alto e baixo, lanterna, freio, seta e ré.

Outro ponto de atenção é o uso severo em vias esburacadas e em velocidade incompatível com as condições do piso, que acelera o desgaste de amortecedores, buchas e componentes de direção. Qualquer irregularidade na caixa de direção, folgas excessivas ou variações no comportamento dinâmico do veículo devem ser avaliadas por um profissional qualificado.

Com os combustíveis mais caros, manter a revisão em dia deixa de ser apenas uma questão de segurança e passa a ser uma forma eficiente de economizar, reduzir o consumo e evitar gastos maiores com o veículo.

Sobre a Nakata – Com mais de 70 anos, a Nakata, marca Frasle Mobility referência na fabricação de autopeças para o mercado de reposição, é líder em componentes de suspensão para veículos leves, pesados e motocicletas. Com pioneirismo, qualidade e compromisso com o mercado, se tornou reconhecida pela alta performance de seus produtos e elevado padrão de serviços, atendendo o mercado nacional e exportação, com linhas completas para sistemas de suspensão, direção e transmissão.

 

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