EXPOSIBRAM 2024: Setor brasileiro de mineração estima atrair investimentos de US$ 50 bilhões até 2027
O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, estará no Congresso Brasileiro de Mineração no dia 12 de setembro e falará sobre a importância de atrair novos investidores internacionais para a transformação de minerais com foco na transição na energética

Belo Horizonte (MG) sedia, entre 9 e 12 de setembro, a Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (EXPOSIBRAM), um dos mais relevantes eventos do setor na América Latina e grande hub de experiências da mineração. Realizado pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), o evento reúne, no Expominas, representantes das principais mineradoras com atuação global, especialistas renomados, fornecedores de produtos e serviços, players do setor produtivo, governamental e terceiro setor. O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana, participa do painel sobre “Atração de investimentos internacionais para a transformação de minerais críticos na transição energética”, que acontece na quinta-feira, dia 12, às 15h30.
“A Apex tem atuado em consonância com as políticas para minerais críticos do Ministério de Minas e Energia e com o Plano Nova indústria Brasil do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços para posicionar o Brasil como importante ator na transição enérgica e mostrar o potencial do setor mineral brasileiro como segmento sustentável e promissor”, afirma Jorge Viana. O setor brasileiro de mineração estima atrair investimentos de US$ 50 bilhões até 2027.O Brasil possui reservas significativas de minerais estratégicos. O país possui 94,1% de nióbio, 16% de níquel, 9,1% de terras raras, 22,4% de grafita e 4,7% das reservas mundiais de lítio, minerais críticos fundamentais para transição energética. “Temos reservas e produzimos quase todos os minérios considerados estratégicos por países como Estados Unidos, China e União Europeia”, reforça o presidente.
Ele lembra que, diante dos impactos das mudanças climáticas, o mundo precisará se voltar cada vez mais para fontes de energia mais limpas e renováveis. “Com isso, a demanda por minerais críticos, essenciais para esta transformação da matriz energética, só tende a aumentar. Precisamos buscar novos investimentos estrangeiros para este setor. E a Apex está pronta para esta missão”, destaca Jorge Viana. Ele reforça que a exploração destes recursos naturais deve ser feita de maneira responsável e dentro das boas práticas alinhadas aos princípios ESG (sigla em inglês para ambiental, social e de governança (sigla em inglês para Environmental, Social, Governance), para que as soluções não gerem novos problemas ambientais.
Painel: “Atração de investimentos internacionais para a transformação de minerais críticos na transição energética”
Com moderação da gerente de Investimentos da ApexBrasil, Helena Brandão, o painel organizado pela ApexBrasil, em parceria com o IBRAM, durante o Congresso, conta ainda com a participação do assessor da Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos da Casa Civil da Presidência da República, Anderson Arruda; da diretora de Estudos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Heloísa Borges; do diretor do Departamento de Transformação e Tecnologia Mineral – Ministério de Minas e Energia (MME), Rodrigo Cota; do presidente da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), Ricardo Bastos; e do representante da ANODOX AB, Leonardo Uehara. Os participantes vão analisar as perspectivas e as oportunidades de negócios internacionais ligadas à cadeia de transformação industrial de minerais críticos, considerados cruciais para o processo de transformação energética. Ao longo dos quatro dias de evento, são esperados mais de 60 mil participantes, aproximadamente 400 fornecedores para mesas redondas e mais de 450 expositores em um espaço de 13 mil metros quadrados.
O setor brasileiro de mineração
Com faturamento de R$ 248 bilhões (2023), o setor brasileiro de mineração gera mais de 214 mil empregos diretos e cerca de 2,5 milhões indiretos em toda a cadeia produtiva, segundo dados do Ministério das Minas e Energia. De acordo com a Agência Nacional de Mineração (ANM), somente no ano passado, 2.700 municípios receberam R$ 6,8 bilhões de Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), estabelecida pela Constituição de 1988, que é um valor pago como contraprestação pela utilização econômica dos recursos minerais em seus respectivos territórios, chamado royalty da mineração. Minas Gerais, Pará, Goiás e Bahia são os estados que mais recebem CFEM.






