MOTOMCO apresenta pré-lançamento do Cotton Flux no 15º Congresso do Algodão

MOTOMCO apresenta pré-lançamento do Cotton Flux no 15º Congresso do Algodão

Nova tecnologia amplia o monitoramento da umidade ao longo do beneficiamento e busca reduzir pontos cegos entre medições, apoiando decisões sobre qualidade, processo e armazenamento

MOTOMCO faz pré-lançamento do Cotton Flux durante o 15º Congresso Brasileiro do Algodão

A MOTOMCO, empresa especializada em tecnologias para medição e monitoramento de umidade, fará o pré-lançamento do Cotton Flux durante o 15º Congresso Brasileiro do Algodão, que acontece entre os dias 22 e 24 de setembro, no Expominas, em Belo Horizonte (MG). A nova tecnologia foi desenvolvida para ampliar a visibilidade das algodoeiras sobre o que acontece com a matéria-prima ao longo do beneficiamento, acompanhando a umidade em diferentes etapas do processo.

A novidade parte de um desafio presente na rotina das algodoeiras: a umidade do algodão pode variar entre cargas, lotes e diferentes momentos do beneficiamento, enquanto o controle tradicional é realizado principalmente por amostragens pontuais. Entre uma medição e outra, portanto, podem ocorrer variações que só serão percebidas posteriormente, quando já impactaram alguma etapa da operação.

No algodão, essa variável está diretamente relacionada à qualidade e ao valor comercial da fibra. Umidade inadequada pode interferir na secagem, no descaroçamento, na qualidade final da pluma e nas condições de armazenamento dos fardos. Por outro lado, retirar água além do necessário também significa reduzir o peso do produto comercializado. Em uma simulação da MOTOMCO, considerando um rolo que resulte em aproximadamente 900 quilos de algodão, a redução da umidade de 8% para 7% pode representar uma quebra técnica estimada em 1,09% e perda de cerca de R$ 96,62. Em uma algodoeira que processe 30 rolos por dia, o impacto poderia se aproximar de R$ 2,9 mil diários.

“O Cotton Flux resolve isso ao substituir amostras pontuais por leituras contínuas com sensores estratégicos. Como uma variação de um único ponto percentual na umidade já afeta o rendimento e o valor comercial, monitorar o processo de ponta a ponta é essencial para a gestão da algodoeira”, explica Roney Smolareck, engenheiro agrônomo da MOTOMCO.

Como a safra de algodão está em andamento, a MOTOMCO instalou em algodoeiras de diferentes regiões do país protótipos que coletam dados sobre as características da pluma — como micronaire, resistência, comprimento e rendimento de fibra — sob variadas condições de operação. Ao final do ciclo, a empresa consolidará e analisará as informações para aprimorar os modelos de calibração e validar novas aplicações.

É esse trabalho de campo que a MOTOMCO leva ao Congresso Brasileiro do Algodão, onde o Cotton Flux é apresentado ao mercado pela primeira vez.

“O Congresso Brasileiro do Algodão é um espaço importante para apresentar o Cotton Flux diretamente a quem vive os desafios do beneficiamento. Este pré-lançamento também é uma oportunidade de ouvir o mercado, discutir essas dores com as algodoeiras e mostrar como estamos levando nossa experiência em medição de umidade para uma aplicação desenvolvida especificamente para a cadeia do algodão“, completa Camila Cano Serafim, Especialista em Pesquisa e Aplicação da MOTOMCO.

Como funciona o Cotton Flux

Na prática, o Cotton Flux utiliza sensores instalados diretamente em pontos estratégicos da linha, como esteiras, chutes ou dutos. A leitura é feita por espectroscopia no infravermelho próximo (NIR), tecnologia óptica capaz de analisar o algodão durante sua passagem pelo processo, sem contato físico e sem destruir o material.

Os pontos de instalação variam de acordo com a estrutura e a necessidade de cada algodoeira. O sistema pode acompanhar desde o algodão em caroço, na entrada e antes ou depois da secagem, até a pluma, após o descaroçamento e antes da prensagem. As informações são registradas com identificação de lote, horário, ponto de medição e contexto operacional, permitindo acompanhar como a umidade se comporta ao longo da linha.

O projeto avança em duas fases. Na primeira, já concluída e pronta para uso pelas algodoeiras, o foco foi a umidade: construir um histórico consistente de como ela se comporta por lote, fornecedor, turno e etapa do beneficiamento. Na segunda, atualmente em testes de campo, a mesma tecnologia NIR é avaliada para também gerar leituras sobre a qualidade da pluma — micronaire, resistência, comprimento e rendimento de fibra.

Nesta primeira fase, os dados coletados permitem comparar comportamentos e investigar desvios: entender, por exemplo, se uma variação de umidade está concentrada em um fornecedor específico, em determinado turno ou em uma etapa do processo. Ao identificar essas alterações mais cedo, a algodoeira ganha informação para avaliar ajustes antes que o desvio se reflita no rendimento, na qualidade ou no valor comercial da pluma.

“Antes de existir esse histórico, uma variação de umidade só era percebida quando já tinha afetado alguma etapa do processo, e a causa raramente ficava clara. Com o Cotton Flux, a equipe consegue voltar no tempo, olhar o lote, o turno, o ponto da linha, e entender o que realmente aconteceu. É esse tipo de resposta que queremos dar à algodoeira antes de avançar para os próximos indicadores”, explica Smolareck.

Na segunda fase, ainda em testes, a tecnologia é avaliada para gerar dados de forma automática, contínua e em tempo real, acompanhando o algodão ao longo das principais etapas do beneficiamento. A proposta não é eliminar o laboratório ou substituir todas as coletas manuais. O objetivo é complementar os métodos tradicionais com uma camada contínua de informação, permitindo que a algodoeira acompanhe o que acontece entre uma análise e outra e tome decisões com mais rapidez e segurança.

Sobre o Congresso Brasileiro do Algodão

Realizado entre 22 e 24 de setembro, no Expominas, em Belo Horizonte, o 15º Congresso Brasileiro do Algodão reúne produtores, pesquisadores, representantes da indústria e fornecedores de tecnologias ligadas à cadeia algodoeira. Durante os três dias de evento, a MOTOMCO estará no Espaço Lounge, onde Roney Smolareck e Camila Cano Serafim estarão disponíveis para apresentar o Cotton Flux e conversar sobre os desafios do monitoramento da umidade no beneficiamento.

Sobre a MOTOMCO

Há 30 anos, a MOTOMCO desenvolve tecnologias para medição e monitoramento de umidade aplicadas ao agronegócio, atendendo produtores, cooperativas, cerealistas e unidades de beneficiamento e armazenagem no pós-colheita de grãos. Com o Cotton Flux, a empresa amplia essa atuação para o mercado do algodão, adaptando sua experiência às características específicas da cadeia algodoeira.

Com sede em Curitiba (PR), a MOTOMCO possui duas fábricas, escritório e laboratório na capital paranaense, além de centro de distribuição em Lucas do Rio Verde (MT) e escritório de desenvolvimento em Ponta Grossa (PR). A empresa também mantém atuação internacional, com clientes e parceiros na Bolívia e na Colômbia.

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