Horizonte promissor para a construção
Segmento das construtoras resiste e deve seguir crescendo
A despeito das dificuldades como alta dos juros e escassez de mão de obra qualificada, a indústria da construção tem conseguido adicionar valor agregado, atender a demanda por habitação e expansão da infraestrutura, e gerar emprego e renda, conforme dados recentes divulgados.
Ao anunciar o resultado do PIB nacional de 2025, o IBGE calculou que o valor agregado da construção caiu 2,3% no último trimestre, refletindo principalmente a queda na produção de insumos setoriais naquele período. Com isso, segundo o instituto, o crescimento do setor em 2025 ficou em 0,5%.
Entretanto, este resultado é uma média ponderada entre o desempenho do segmento formal, representado pelas construtoras, e o informal, voltado à autoconstrução e reformas. Segundo estimativa do FGV Ibre, o PIB das construtoras em 2025 cresceu 2,8% – desacelerando em relação a 2024, mas acima dos 2,3% do PIB nacional –, enquanto o informal registrou queda de 1%.
Outro dado que comprova o crescimento da construção formal em 2025 é o do emprego gerado: o setor criou 87.808 empregos, aumentando seu contingente em 3,08%. Sazonalmente no último trimestre ocorrem mais demissões que contratações. Já em janeiro as construtoras contrataram 50 mil trabalhadores, recuperando 38% dessas perdas, e novas admissões ocorrem em fevereiro e março.
Em 2025, o Programa Minha Casa, Minha Vida e os investimentos privados em infraestrutura compensaram a diminuição das obras voltadas ao segmento de classe média impactado pelos juros elevados dos financiamentos imobiliários.
Para 2026, o boom de vendas dos últimos anos do Programa, além de investimentos públicos e privados em infraestrutura e uma provável melhora das despesas das famílias deverá favorecer um desempenho do setor como um todo melhor que o de 2025.
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