Energia limpa coloca Nordeste no centro da neoindustrialização brasileira, avaliam especialistas no Análise Ceplan 2026
Painel reúne lideranças públicas e privadas para discutir como a nova infraestrutura energética pode reduzir desigualdades regionais e impulsionar a Nova Indústria Brasil

A disponibilidade de energia limpa e renovável no Nordeste será um dos principais ativos estratégicos para reposicionar a região no processo de neoindustrialização brasileira. O tema estará no centro do Painel 2 do Análise Ceplan 2026, que acontece no próximo dia 28 de maio, no Recife, reunindo especialistas e lideranças para discutir como esse diferencial pode ser convertido em desenvolvimento produtivo e redução das desigualdades regionais.
Com o tema “Energia limpa e abundante como oportunidade para regionalizar a Nova Indústria Brasil”, o painel propõe uma análise sobre o papel da infraestrutura energética na atração de investimentos e na reconfiguração da política industrial no país. A discussão parte do entendimento de que, embora a Nova Indústria Brasil (NIB) estabeleça diretrizes nacionais, ainda há lacunas na incorporação das especificidades regionais, especialmente no Nordeste.
Participam do debate o secretário da Assessoria Especial e Relações Internacionais de Pernambuco, João Salles; o superintendente de Política Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Fabrício Silveira; o diretor executivo da Baterias Moura, Gustavo Moura; e o economista e ex-presidente do BNDES, Luciano Coutinho. A moderação será da CEO do Movimento Econômico, Patrícia Raposo.
Os debatedores reúnem experiências complementares que conectam setor público, indústria e formulação de políticas econômicas. João Salles atua diretamente em iniciativas estratégicas de desenvolvimento regional, incluindo projetos ligados a combustíveis sustentáveis em Pernambuco. Fabrício Silveira traz a visão da indústria nacional sobre competitividade e política industrial, enquanto Gustavo Moura representa o setor produtivo em uma área-chave da transição energética, com atuação em soluções de armazenamento e mobilidade. Já Luciano Coutinho contribui com uma leitura macroeconômica e de longo prazo, a partir de sua trajetória à frente do BNDES e de sua experiência em políticas de desenvolvimento e inovação.
Ao longo do painel, os debatedores devem abordar os riscos de uma distribuição desigual dos impactos da nova política industrial, caso não haja instrumentos específicos para potencializar as vantagens regionais. Entre os pontos centrais está a necessidade de alinhar regulação, planejamento e políticas públicas para transformar a abundância de energia renovável em vetor de industrialização.
Outro eixo da discussão será o posicionamento estratégico do Nordeste diante da transição energética e da agenda de descarbonização global. A expectativa é que sejam apontados setores prioritários para a região, além de caminhos para aumentar a competitividade internacional, integrando inovação, infraestrutura e cadeias produtivas.
Promovido pela Ceplan Consultoria em parceria com o Movimento Econômico, o evento tem patrocínio da Caixa Econômica Federal e do Banco do Nordeste. A programação reúne representantes do setor público e privado para discutir caminhos para ampliar a demanda regional por energia, atrair novos investimentos e fortalecer a base produtiva da região.
A realização do painel reforça o momento estratégico vivido pelo Nordeste, que passa a ser visto não apenas como fornecedor de energia, mas como potencial protagonista de uma nova fase da indústria nacional, baseada em sustentabilidade, inovação e competitividade.
Análise Ceplan
Tema: Mercado de Energia, Powershoring e a Neoindustrialização brasileira: desafios e oportunidades para o Nordeste
- Data: 28 de maio, às 14h30
- Local: RioMar Trade Center, Auditório 2, Torre 5
- Inscrições gratuitas: Sympla






