Plataforma que transforma resíduos industriais em ativos financeiros vence Hackathon Greentech 2026

Plataforma que transforma resíduos industriais em ativos financeiros vence Hackathon Greentech 2026

A segunda fase do evento reuniu oito equipes durante o último final de semana no Auditório Edgard Marin – CEAL/Sinduscon. A equipe vencedora levou para casa R$ 5 mil em dinheiro

Plataforma que transforma resíduos industriais em ativos financeiros vence Hackathon Greentech 2026

Uma plataforma de gerenciamento de logística reversa e compliance ESG, cuja solução transforma resíduos industriais em ativos financeiros certificados através de um sistema intuitivo e de fácil adesão das partes envolvidas nesse processo foi a grande vencedora da quarta edição do Hackathon Greentech 2026. A segunda fase do evento reuniu oito equipes durante o último final de semana no Auditório Edgard Marin – CEAL/Sinduscon. A equipe vencedora levou para casa R$ 5 mil em dinheiro.

“Foi uma experiência incrível, intensa e gratificante. Conseguimos alinhar tecnologia com uma forte visão de negócios para desenvolver nossa ideia criada inicialmente no Ideathon. O processo de estruturar desde a arquitetura até o modelo de negócios e o pitch final exigiu muita colaboração, e ver a solução se conectar perfeitamente com a dor do mercado nas validações foi o ponto alto da competição”, afirma Pedro Alpino Levandowski, estudante do quinto período de Engenharia de Software na Unifil, um dos integrantes da TrackCycle. Ao lado dele estiveram Enzo Gardenal Fenato, Fernando Ferreira Costa Junior, Lucas José Gomes Oliveira e Marcos Vinícios Florêncio de Oliveira, todos estudantes do mesmo curso.

Pedro explica que a TrackCycle é uma plataforma SaaS B2B, com um grande diferencial: a utilização de Privacidade Zero-Knowledge (Prova de Conhecimento Zero) para emitir um Passaporte Ambiental Digital. “Isso permite que as indústrias comprovem suas métricas ESG para os bancos e destravem crédito verde, sem expor os dados estratégicos da sua malha logística além da geração automática de documentos MTR e CDF via API, que hoje são preenchidos de forma manual e trabalhosa”, explica o estudante.

A decisão por desenvolver esta ideia veio ao perceberem que existe um “abismo na auditoria da logística reversa, que ainda roda de forma manual em planilhas e papéis. Juntamos essa dor do mercado com a oportunidade tecnológica de criar uma infraestrutura de confiança, junto a mentores e profissionais de muita competência conseguimos chegar a um produto final.” Em segundo lugar ficou a equipe Nowast e, em terceiro, a Energy Tracker.

Marcos Rodrigues, engenheiro ambiental e presidente da Associação Norte Paranaense dos Engenheiros Ambientais (Anpea), destaca a importância de estimular a cultura da preservação e o pensamento em ESG desde a formação universitária. “Iniciativas como essa nos mostram que estamos no caminho certo, porque daqui podem surgir startups, novas tecnologias, soluções de mercado, políticas públicas e, mais importante, a mudança e a transformação das quais o mundo necessita”, ressalta.

O Hackathon Greetech 2026, considerado a primeira maratona de inovação ambiental do Brasil, é uma realização da ANPEA, do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (CREA-PR), do Construhub Living e do SEBRAE-PR, com patrocínio da Mútua PR, Caixa de Assistência dos Profissionais do CREA.

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