Manejo integrado com nutrição, biológicos e ativadores fisiológicos eleva produtividade da cana-planta em até 10 t/ha, apontam estudos realizados em quatro estados brasileiros

Manejo integrado com nutrição, biológicos e ativadores fisiológicos eleva produtividade da cana-planta em até 10 t/ha, apontam estudos realizados em quatro estados brasileiros

Ensaios indicam que a integração e o correto posicionamento de diferentes tecnologias ao longo do ciclo inicial da cultura também geram ganhos em indicadores industriais e no rendimento de açúcar por hectare, com impacto direto na rentabilidade dos produtores

Manejo integrado com nutrição, biológicos e ativadores fisiológicos eleva produtividade da cana-planta em até 10 t/ha, apontam estudos realizados em quatro estados brasileiros

Resultados agronômicos obtidos em áreas experimentais e canaviais comerciais nos estados de São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais indicam que a combinação de tecnologias nutricionais, biológicas e fisiológicas ao longo do ciclo da cultura pode gerar ganhos consistentes de produtividade e qualidade industrial na cana-planta. Na comparação com áreas sob manejo padrão (testemunha), foram observados incrementos médios de 10 toneladas de cana por hectare, além de aumentos de até 20% no °Brix, indicador da concentração de açúcares na cana e diretamente ligado à qualidade industrial, e de até 18% no TAH (Toneladas de Açúcar por Hectare), métrica que expressa o rendimento final de açúcar por área cultivada.

Além dos ganhos em produção final, os estudos também identificaram melhorias no desenvolvimento fisiológico, com incremento de até 35% no volume de raízes, aumento de 26% no número de perfilhos, 11% mais plantas estabelecidas e crescimento médio de 9% na altura das plantas. Esses indicadores refletem um melhor estabelecimento inicial da lavoura, maior capacidade de absorção de água e nutrientes e formação de um estande mais uniforme e vigoroso, fatores diretamente ligados à maior longevidade do canavial, reduzindo a frequencia da reforma, assim como os altos custos envolvidos na mesma.

Os estudos foram conduzidos pela Agrocete, multinacional brasileira com mais de 45 anos de presença no agronegócio nacional. Tradicionalmente consolidada nas culturas de grãos nas regiões Sul e Centro-Oeste, a empresa tem ampliado sua presença na cana-de-açúcar, com expansão das pesquisas e do time técnico de campo no Sudeste e Centro-Oeste. Nesse contexto, foram conduzidos ensaios em diferentes regiões produtoras, em municípios como Porteirão (GO), Taquarussu (MS) e Uberlândia (MG), além de áreas do interior paulista, como Ariranha, Elisário, Embaúba e Guararapes.

Manejo integrado com nutrição, biológicos e ativadores fisiológicos eleva produtividade da cana-planta em até 10 t/ha, apontam estudos realizados em quatro estados brasileiros

O foco dos ensaios foi avaliar estratégias de manejo integrado de tecnologias ao longo do ciclo da cultura, em vez de recomendações isoladas, programa denominado pela empresa como Construção da Produtividade, uma abordagem que tem apresentado resultados consistentes em diversas culturas e que foi desenvolvido a partir de mais de 330 estudos científicos, conduzidos em parceria com cerca de 90 instituições de pesquisa do Brasil.

De acordo com o gerente de desenvolvimento de tecnologia de mercado da Agrocete, Luis Felipe Dresch, a cana-de-açúcar, por ser uma cultura semiperene, exige uma abordagem de manejo mais ampla do que a das culturas anuais. “O produtor precisa pensar não apenas na produtividade da cana-planta, mas na longevidade do canavial, o que passa pela construção de uma base fisiológica sólida desde o início do ciclo. Mesmo sendo altamente tecnificada, a cultura ainda enfrenta desafios complexos, especialmente relacionados à manutenção da fertilidade do solo, ao desenvolvimento radicular, proteção das plantas e utilização de insumos mais sustentáveis”, afirma.

Desafios agronômicos no campo — Nas regiões produtoras avaliadas, especialmente no noroeste paulista, os desafios climáticos cada vez mais frequentes impactam diretamente o rendimento dos canaviais, como é o caso de secas prolongadas, altas temperaturas e chuvas irregulares. Fatores de manejo também contribuem para perdas significativas, como preparo inadequado do solo, deficiência nutricional, compactação, uso de mudas de baixa qualidade, incidência de pragas e doenças, além da subnutrição do solo e da falta de monitoramento, que podem levar à queda de produtividade e à reforma precoce do canavial, um dos principais custos da atividade.

Na prática, esses desafios têm sido observados em áreas comerciais avaliadas pelo estudo. Em Guararapes (SP), por exemplo, foi analisada uma área de 20 hectares, onde o manejo integrado se destacou pela maior resiliência da lavoura em condições adversas, especialmente diante do estresse climático. A colheita foi realizada no final de julho de 2025 e, após os resultados positivos no campo experimental, o produtor passou a adotar a estratégia de manejo integrado em toda sua área comercial de cana-planta.

“O que realmente nos chama a atenção é a diferença que vemos nas nossas plantações em um contexto de clima tão desafiador, especialmente com a seca. Enquanto os canaviais ao redor sofrem, a nossa cana, tratada com o manejo da Agrocete, está visivelmente mais saudável e resistente. A diferença é bem visual e comprova a eficácia do trabalho”, afirma Luiz Pereira Costa, técnico agrícola e supervisor da Fazenda São Francisco.

Dentre os resultados observados na propriedade, no ciclo passado, destacam-se ganhos progressivos ao longo do ciclo, com aumento de cerca de 3,55 unidades de °Brix em relação ao manejo padrão na fase de pré-colheita (+21,7%), além de avanço no desenvolvimento estrutural, com incremento no comprimento e no peso dos colmos, que passaram de aproximadamente 5,8 kg para até 10,6 kg (+4,8 kg), e aumento de 71% no número de colmos por metro linear. Na produtividade final, o manejo completo apresentou ganho de cerca de 7 toneladas por hectare, com relação ao padrão anteriormente utilizado, sem a combinação integrada das tecnologias adotadas no manejo, acompanhado de melhorias na qualidade industrial da cana.

Construção da Produtividade nos canaviais — A estratégia da Construção da Produtividade considera que o rendimento das lavouras é definido ao longo de todo o ciclo, a partir da combinação de diferentes tecnologias conforme as necessidades da planta em cada fase do desenvolvimento. Estruturado em três pilares (Plantio, Vigor e Enraizamento; Arranque e Força no Crescimento; e Tecnologia de Aplicação), o modelo foi aplicado nos ensaios em duas etapas principais: a definição do potencial produtivo, de 0 a 120 dias após o plantio, e a manutenção do potencial genético, de 120 a 360 dias.

A primeira etapa concentra ações voltadas ao estabelecimento da lavoura, com foco no desenvolvimento radicular, na proteção contra patógenos de solo e na ativação do metabolismo vegetal. Nesse período, são utilizadas soluções integradas de nutrição fisiológica, biotecnologia microbiana e controle biológico, aplicadas no tratamento de tolete e no início do desenvolvimento da planta, com o objetivo de garantir emergência uniforme, enraizamento vigoroso e maior sanidade inicial. O arranque e o crescimento vegetativo também são priorizados, com o uso de tecnologias voltadas ao suporte nutricional e ao equilíbrio fisiológico da planta, favorecendo a absorção de nutrientes e a formação de biomassa.

A segunda etapa tem como objetivo sustentar o crescimento e converter o vigor inicial em acúmulo de biomassa, integrando soluções nutricionais voltadas ao suprimento equilibrado de nutrientes e ao suporte às funções metabólicas da planta a longo do ciclo. Na fase final, as aplicações são direcionadas à consolidação da produtividade, com foco no enchimento dos colmos e no acúmulo e açúcares, processos determinantes para o rendimento final da cultura.

Sobre a Agrocete:

Fundada em 1980, a Agrocete é uma multinacional brasileira, com sede em Ponta Grossa (PR) e unidades nos Estados Unidos, México e Paraguai, com referência internacional na área de adjuvantes, fisiológicos, biológicos e nutrição.

A Agrocete tem uma das maiores e mais avançadas plantas fabris de inoculantes biológicos do mundo e é certificada pela ISO 9001, de gestão e qualidade, e pela ISO 14001, de gestão ambiental. Também é reconhecida pelo selo Together for Sustainability, iniciativa global que certifica empresas com uma indústria química segura e comprometida com o meio ambiente.

A empresa é pioneira na produção de fertilizantes especiais e inoculantes no Brasil e se destaca pela inovação e modernidade tecnológica, do laboratório ao campo. Prova disso, é a implantação de uma unidade para o desenvolvimento, validação e testagem de produtos inovadores, como os biológicos de controle e biofertilizantes, e da Universidade Agrocete, para capacitação dos colaboradores da empresa.

Para mais informações, acesse: www.agrocete.com.br

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