ABM Week 10 debate alternativas sustentáveis para a produção de aço

Painel reúne especialistas para discutir novas rotas tecnológicas, descarbonização e soluções que podem ampliar a competitividade da siderurgia brasileira

 Alternativas sustentáveis para a produção de aço estarão em debate na ABM Week 10

A descarbonização da indústria siderúrgica deixou de ser uma perspectiva de longo prazo para se tornar um dos principais desafios estratégicos do setor. Impulsionadas pela necessidade de reduzir emissões de carbono sem comprometer produtividade e competitividade, empresas de todo o mundo aceleram investimentos em novas tecnologias, insumos e processos capazes de tornar a produção de aço mais sustentável.

O assunto será o foco do “Painel de Aciaria, Redução e Economia Circular – Alternativas sustentáveis para redutores e carga metálica para produção de aço”, um dos destaques da programação da ABM Week 10, principal evento técnico-científico e empresarial da América Latina para os setores de metalurgia, materiais e mineração. A atividade é organizada pelos coordenadores de três comissões técnicas: Fusão, Refino e Solidificação, Redução de Minérios e Matérias-Primas e Economia Circular e Sustentabilidade.

O painel reunirá especialistas para discutir os avanços tecnológicos, os desafios da transição para rotas de menor emissão de carbono e as oportunidades capazes de fortalecer a competitividade da siderurgia brasileira diante das exigências da economia de baixo carbono.

O tema foi escolhido por refletir uma das principais agendas da indústria atualmente: conciliar eficiência operacional, competitividade e sustentabilidade. A evolução dos insumos utilizados nos processos siderúrgicos e a otimização das rotas produtivas vêm sendo impulsionadas pelas metas globais de descarbonização e pelos princípios da economia circular, tornando indispensável o debate sobre alternativas aos redutores de carga tradicionais. “As discussões sobre redução de emissões deixaram de tratar apenas do futuro da siderurgia e passaram a fazer parte das decisões estratégicas das empresas no presente. A indústria busca alternativas capazes de reduzir sua pegada de carbono sem abrir mão da eficiência operacional e da competitividade internacional. É justamente esse equilíbrio que o painel pretende debater”, afirma Helênio Resende, coordenador da comissão técnica de Redução de Minérios e Matérias-Primas.

Entre as tecnologias que mais despertam atenção estão o uso do hidrogênio verde como substituto do carvão nos processos de redução, a combinação do Ferro Reduzido Direto (DRI) com Fornos Elétricos a Arco (EAF), a ampliação do uso de biomassa e biocarvão de origem sustentável, a reciclagem em larga escala de sucata metálica e as tecnologias de captura, utilização e armazenamento de carbono (CCUS). Em diferentes estágios de desenvolvimento e adoção, essas soluções representam caminhos promissores para reduzir significativamente as emissões da cadeia siderúrgica.

Ao mesmo tempo, transformar essas alternativas em realidade em escala industrial ainda exige superar desafios importantes. Entre eles estão o elevado custo do hidrogênio verde, a necessidade de ampliar a oferta de energia renovável, os investimentos necessários para adaptação das plantas industriais, a disponibilidade de sucata metálica de alta qualidade e a construção de políticas públicas capazes de estimular essa transição tecnológica. “Não se trata apenas de desenvolver novas tecnologias, mas de criar condições para que elas sejam economicamente viáveis. A transição para uma siderurgia de baixo carbono depende de infraestrutura, investimentos, disponibilidade de matérias-primas e de um ambiente regulatório que incentive a inovação. São temas que precisam ser discutidos de forma integrada entre indústria, academia e demais agentes do setor”, destaca Luiz Cláudio P. Oliveira, coordenador da comissão técnica de Economia Circular e Sustentabilidade.

Além de apresentar um panorama das principais soluções em desenvolvimento e já aplicadas pela indústria, o painel pretende aproximar experiências práticas e perspectivas para o futuro da siderurgia brasileira.  Os debates abordarão estratégias para aumentar a eficiência operacional, ampliar o reaproveitamento de materiais e consolidar modelos produtivos alinhados aos princípios da economia circular.

Diante das transformações em curso na indústria, a ABM Week reafirma seu papel como um dos principais fóruns de discussão tecnológica da indústria minero-metalúrgica, reunindo especialistas, pesquisadores e executivos para debater soluções capazes de fortalecer a competitividade nacional diante dos desafios globais. “Mais do que apresentar tendências, o objetivo é promover uma discussão qualificada sobre caminhos concretos para o desenvolvimento da siderurgia brasileira. Ao reunir diferentes visões e experiências, o painel contribui para acelerar a construção de soluções que permitam ao Brasil ampliar sua posição de destaque na produção de aço com menor impacto ambiental e maior competitividade internacional”, conclui Jose Flavio Viana, coordenador da comissão técnica de Fusão, Refino e Solidificação.

Serviço | ABM Week 10

Painel de Aciaria, Redução e Economia Circular – Alternativas sustentáveis para redutores e carga metálica para produção de aço – Caso Brasileiro

  • Data: 9 de setembro
  • Horário: das 11h às 12h40
  • Local: Auditorium Gerdau

Mais informações: https://www.abmbrasil.com.br/evento/abm-week-10

A 10ª edição da ABM Week tem a Gerdau como anfitriã e conta com o patrocínio das seguintes empresas: ArcelorMittal, DME Engenharia, Primetals, SMS group, Ternium, Usiminas, Vale, Bruker, Shinagawa, Acre, Aperam, Aplan, Carboox, Danieli, HWI – a member of Calderys, Ibar, Tecnosulfur, Reframax, RHI Magnesita, Vesuvius, Aldak Tenologia, Autron, AVB, Beda/Lechler, BRC, BRX Sistemas, Clariant, Contemp, Danfoss, EnergyTech, GE Vernova, GMI, Harsco, Jenike & Johanson, JK Global, Kaefer RIP, Kuttner, Lhoist, Maud Group, Nalco Water, NSK, Nouryon, Phoenix Global, Polytec, Ramon, Yantai Refra, Rimac, Russula, Tractian, Vika Controls, Wisdri, ABB, AçoKorte, Atomat, Belge, Camet, Cemi, CISDI, Cordstrap, DANTAN, Data Engenharia, Ducon, Densit/Densyx, Direxa, Durag, Eirich, Evcomx, Fluke, Fosbel, Furnace Solutions, Gervasi, Hastec, Heidenhain, Heraeus Electro-Nite, Herkules Group, IMS, Industrial Scientific, Instron, Intelbras, IRF South America, JT & Partners, KMD, Koppern, Lumar Metals, Malvern Panalytical, Rijeza, Ringspann, Sage,  São Joaquim Laminação, SMS Mill Services, SNF, Solenis, Spraying Systems, Suncoke Energy, Terresis/Magna, Tmeic, Togni, TotalEnergies, Utis, Veolia, Vixteam, Waelzholz Brasmetal e Weir.

Sobre a ABM

Fundada em 1944, com o objetivo de promover conhecimento, inovação e networking para profissionais, acadêmicos, pesquisadores e empresas, a Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração (ABM) é uma instituição civil sem fins lucrativos, que atua em todo território nacional. Por meio da realização de eventos, cursos, treinamentos, palestras e da publicação de livros e revistas técnicas, a Associação busca integrar e cooperar com o processo de desenvolvimento e a competitividade da Indústria de Base Nacional — pela geração e difusão de conhecimento técnico-científico e empresarial — em parceria com mais de 70 empresas mantenedoras e associadas e mais de 1.500 associados pessoas físicas.

 

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