Diversibram 2026 reúne lideranças e reforça diversidade como estratégia para o futuro da mineração

Diversibram 2026 reúne lideranças e reforça diversidade como estratégia para o futuro da mineração

Ana Sanches e Pablo Cesáriolíderes do IBRAM,convergiram ao defender que inclusão, equidade e diversidade devem sair do campo do discurso, integrar a estratégia dos negócios e orientar decisões concretas nas empresas do setor mineral.

A abertura da DIVERSIBRAM 2026, realizada nesta terça-feira, 14 de abril, no auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (MG), reuniu lideranças empresariais, representantes institucionais e agentes públicos em torno de uma mensagem central. A de que diversidade, equidade e inclusão deixaram de ser pauta acessória e passaram a ocupar lugar estratégico no presente e no futuro da mineração.

Organizado pelo Instituto Brasileiro de Mineração(IBRAM), o encontro integra a agenda dos 50 anos da entidade e foi apresentado como espaço de debate sobre tecnologia, segurança, futuro do trabalho e territórios inclusivos no setor mineral brasileiro.

Na solenidade, CEOs de várias mineradoras assinaram a Carta Compromisso com a Agenda Setorial de Diversidade, Equidade e Inclusão (DE&I) do setor mineral. O documento formaliza o engajamento individual das lideranças com metas coletivas de avanço da pauta dentro das organizações.

Liderança, estratégia e compromisso com resultados

Diversibram 2026 reúne lideranças e reforça diversidade como estratégia para o futuro da mineração
Ana Sanches

Presidente do Conselho Diretor do IBRAM e presidente da Anglo American no Brasil, Ana Sanches afirmou que “todas as pautas que são relevantes dentro de uma empresa têm que começar pela liderança”. Ela rejeitou que diversidade seja tratada como tema lateral e reforçou que “não é agenda paralela”. Para ela, o debate sobre meritocracia precisa enfrentar a desigualdade de acesso a oportunidades. “O olhar que a gente tem que ter para meritocracia não é a questão de ter mais talentos, é ter mais oportunidades”, disse.

Diversibram 2026 reúne lideranças e reforça diversidade como estratégia para o futuro da mineração
Pablo Cesário

Diretor de Relações Institucionais e diretor-presidente interino do IBRAM, Pablo Cesário reforçou o mesmo eixo e defendeu tratamento estrutural para a pauta. “Diversidade, equidade e inclusão é um capítulo próprio”, afirmou. Em seguida, advertiu que a agenda “tem que ser muito mais do que ações voluntárias ou apenas de imagem ou marketing”. Para Pablo, a capacidade de incluir será determinante para o desempenho do setor nos próximos anos. “O futuro desse setor mineral será tanto mais competitivo quanto mais nós pudermos incluir.”

Ambiente institucional, educação e transformação cultural

A deputada federal Greyce Elias (Avante-MG) afirmou que diversidade, equidade e inclusão “não é uma pauta de homem ou de mulher. É uma pauta de oportunidade”. Ao tratar da dimensão cultural dessa agenda, defendeu atuação mais profunda na formação das novas gerações. “Se nós queremos mudar a cultura dos nossos cidadãos, nós precisamos investir em educação”, disse, ao mencionar iniciativa voltada ao material escolar para aproximar crianças e jovens de uma visão mais qualificada sobre a mineração. A deputada apresentou à Câmara o projeto de lei nº 5.573/2025, que visa atualizar a CLT ao permitir o trabalho de mulheres e profissionais com mais de 50 anos em minas subterrâneas.

Presidente do Women in Mining Brasil, Patrícia Procópio trouxe para o debate um diagnóstico mais direto sobre a situação do setor. “A representatividade das mulheres, de gênero, de raça e dos grupos minorizados ainda é muito tímida”, afirmou. Na avaliação dela, o tema já ultrapassou o campo simbólico e passou a influenciar diretamente o futuro da atividade mineral. “A diversidade e inclusão não são mais uma agenda social, são uma agenda estratégica”, declarou.

Legitimidade, urgência e o futuro que precisa ser acelerado

Executiva da Samarco e coordenadora do Grupo de Trabalho de Diversidade, Equidade e Inclusão do IBRAM, Vera Lúcia da Silva associou a pauta à legitimidade do setor perante a sociedade. “Não existe mineração sustentável sem legitimidade social. E não existe legitimidade sem diversidade”, afirmou.

Vera Lucia também recorreu à imagem do plantio de tâmaras, fruto de uma palmeira que historicamente leva muitos anos para dar resultado, para defender mais senso de urgência na agenda de diversidade. “Se antes falávamos apenas sobre plantar para o futuro, hoje entendemos que também podemos e devemos acelerar esses futuros”, afirmou. Com essa analogia, sustentou que políticas bem desenhadas, programas consistentes e metas claras podem encurtar a distância entre intenção e resultado, sem que o setor precise esperar décadas para avançar em inclusão.

“Não há como a mineração estar em tudo e servir para tudo se não estiver com todos incluídos”

Presidente do Sindiextra Minas Gerais, Gustavo Lanna associou a importância transversal da mineração à necessidade de inclusão. “Não há como a mineração estar em tudo e servir para tudo se não estiver com todos incluídos”, afirmou, ao defender que a centralidade da atividade mineral na economia e no cotidiano exige participação mais ampla e compromisso efetivo das lideranças empresariais com essa agenda.

Patrocinadores – A DIVERSIBRAM 2026 conta com o patrocínio da BHP (categoria Ouro), da Vale (Ouro), da AngloGold Ashanti (categoria Prata), da Nexa Resources(categoria Prata), da Anglo American (Bronze), da Ausenco (Bronze), da Kinross (Bronze), da LundinMining (Bronze), da Mosaic (Bronze) e da Samarco (Bronze).

 

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